Vídeos

Visitas

domingo, 31 de maio de 2020

Humberto Caryri: Nota de pesar

A APIME lamenta pelo  falecimento de Humberto Caryri.

Com Caryri  compartilhávamos ideais de um mundo mais sustentável!

Registramos que no dia 26 de março de 2014, participamos de uma atividade muito importante na formação de professores.  dentro da programação do Projeto Educadores Ambientais, na Estação Ecológica de Caetés (Esec Caetés), no município de Paulista, no 6º módulo do curso, onde proferimos palestra com abordagem sobre  "Produção, Consumo e Sustentabilidade". Ele naquele momento representava o SERTA, instituição que ele tinha muito orgulho de fazer parte.

Aqui vamos continuar a lutar por um mundo sustentável!




https://apimeabelhanativa.blogspot.com/2014_03_01_archive.html

sábado, 23 de maio de 2020

Documentário "Abelhas & Agrotóxicos"- Ação da América Latina e do Caribe pelas abelhas - 2020

 Lançamento de Documentário que faz parte da
 Ação da América Latina e do Caribe pelas abelhas.

Click na imagem para ver o documentário: 


Documentário 
"Abelhas & Agrotóxicos"


Sinopse:O documentário “Abelhas & Agrotóxicos” é parte da Ação da América Latina e Caribe pelas Abelhas, realizada a partir de 20 de maio de 2020 (dia mundial das abelhas) e que reúne mais de 200 organizações, coletivos e redes. As abelhas estão entre os mais importantes polinizadores responsáveis por garantir a disponibilidade de alimentos no mundo, além de sua centralidade na execução de vários outros serviços que garantem o equilíbrio ambiental. No entanto, o número e a diversidade de abelhas têm diminuído progressivamente, ano após ano. Este é o resultado da hegemonia de um modelo de desenvolvimento baseado no uso ilimitado dos recursos naturais e na violência contra a Pachamama. O agronegócio, baseado nas sementes transgênicas e nos agrotóxicos, tem representado impacto direto sobre a biodiversidade e sobre as abelhas, em particular. Existem pelo menos 83 agrotóxicos cientificamente relacionados aos impactos prováveis ou possíveis sobre as abelhas, dentre os quais se destacam o grupo dos neonicotinoides e o fipronil.

Lutar pelas abelhas é lutar pela soberania alimentar!



Tempo: 9’40.

Direção, roteiro, trilha
DAGMAR TALGA

Edição e designer gráfico 
JANIEL DIVINO DE SOUZA

Montagem
DAGMAR TALGA 
JANIEL DIVINO DE SOUZA

Produção 
DAGMAR TALGA 
JANIEL DIVINO DE SOUZA
MURILO MENDONÇA OLIVEIRA DE SOUZA
FERNANDO CABALEIRO
LEONARDO MELGAREJO 
CLÉBER FOLGADO

Imagens 
RAQUEL RIGOTO 
LEONARDO MELGAREJO 
ALEJANDRA CRESPO 
FERNANDO BEJARANO 
GABRIELA S. FERRER
LUCIANA KHOURY 
JANAINA PEREIRA

Tradução 
GLÓRIA PATRÍCIA PIEDRAHITA SARMIENTO

Músicas 
TODO CAMBIA GRUPO MERCEDITAS  
KWORO KANGO - CANTO DOS ÍNDIOS  CAIAPÓS NO RITUAL DA MANDIOCA
ADAPTAÇÃO E ARRANJOS MARLUI MIRANDA

Produção Executiva 
NATURALEZA DE DERECHOS 
GWATÁ/UEG 
ABA 
MCC 
NAVDANYA INTERNACIONAL

Realização
ESSÁ FILMES

Vídeo 
A BELEZA DA POLINIZAÇÃO EM ALTA DEFINIÇÃO E  CÂMERA LENTA - WWW.TED.COM  
LO QUE ESTÁ MATANDO A LAS ABEJAS NOS PUEDE  MATAR A TODOS - NOTICIAS CARACOL/TV CARACOL – COLÔMBIA

Apoio
CONVENTO NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS PRETOS
PPGEO/UEG 
SILMOÊ FILMES

sexta-feira, 22 de maio de 2020

22 de Maio - Dia do Apicultor e da Apicultora

22 de Maio - Dia do Apicultor, Dia de Santa Rita de Cássia, protetora dos apicultores e também Dia da Biodiversidade.

Para comemorar esse dia tão significativo para todos nós, a APIME lançou um vídeo em parceria com o Espaço Ciência.

 DIA DO APICULTOR 2020

Para assistir click na imagem ou acesse o link:  https://youtu.be/GisAiJpzKtM

Site do Espaço Ciência: http://www.espacociencia.pe.gov.br/?p=16338

Parabéns apicultores e apicultoras!!!

sábado, 16 de maio de 2020

III Encontro de Apicultores e Meliponicultores de Ouricuri - 22 de maio de 2020


A APIME tem a satisfação de divulgar a realização do III Encontro de Apicultores e Meliponicultores de Ouricuri, que ocorrerá em  22 de maio de 2020, via "live" em razão ao isolamento social em razão ao combate ao Corona Virus,  A APIME participa dos Encontros de Apicultores e Meliponicultores de Ouricuri desde o primeiro Encontro.
 Parabenizamos o Instituto Federal Campus Sertão Ouricuri, através do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Abelhas - NUPEA,  por mais essa realização!

Inscrição:   https://ifeventos.ifsertao-pe.edu.br/public/event/219






https://ifeventos.ifsertao-pe.edu.br/public/event/219






INSCRIÇÃO: https://ifeventos.ifsertao-pe.edu.br/public/event/219

quinta-feira, 30 de abril de 2020

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Aranã - Música de Emílio Victtor fala do Povo Indígena Aranã e de mel de abelha jataí.



Aranã  
Emilio Victtor é compositor, músico e cantor mineiro.

Uma linda Canção que faz homenagem ao Povo Aranã e faz referência ao hábito desses povos em comer mel de abelha jataí.

EM CANTO SAGRADO DA TERRA 2: 2019






Os índios Aranã se apresentam dispersos em várias áreas rurais e urbanas dos estados de Minas Gerais e São Paulo. Contudo, o grupo possui maior concentração familiar nas áreas urbanas e rurais dos municípios de Araçuaí e Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha (MG).

As fazendas Campo, Alagadiço, Lorena, Cristal e Vereda são as principais localidades rurais ocupadas pelos Aranã, sendo que na Fazenda Alagadiço há maior concentração de famílias em função da Diocese de Araçuaí ter doado glebas de terra para alguns posseiros na década de 1980. As cidades de Araçuaí, Coronel Murta, Pará de Minas, Juatuba, Betim, Belo Horizonte e São Paulo são as principais áreas urbanas ocupadas pelos Aranã.

Com base em levantamento preliminar realizado em 2000, pelo Conselho Indígena Aranã Pedro Sangê (CIAPS), o povo Aranã ultrapassa o número de 30 famílias.
História e etnogênese

A inserção dos Aranã no movimento indígena e sua busca pela identificação étnica é recente, datando do final da década de 1990, após um grupo familiar da etnia Pankararu, originário de Pernambuco, ter migrado para a Fazenda Alagadiço, município de Coronel Murta, ocupando terra doada pela Diocese de Araçuaí, onde moram algumas famílias aranã.

Até antes da chegada dos Pankararu, o grupo indígena era conhecido pelas denominações Índio e Caboclo do Jequitinhonha. O convívio com os indígenas de Pernambuco, que participavam do movimento e da luta pelos direitos indígenas, estimularam o desejo antigo do grupo de investigação sobre sua origem étnica. Particularmente, o convívio com os Pankararu foi despertando nessas famílias indígenas a reflexão sobre sua condição social e histórica. Num processo crescente de revalorização de sua identidade étnica, esse grupo indígena buscou o apoio da organização não governamental CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva) para desvelar sua origem e lutar por seus direitos.

De acordo com Dona Rosa Índia, presidente do CIAPS (Conselho Indígena Aranã Pedro Sangê), o desejo de saber a qual povo étnico pertencia sua família sempre existiu. Entretanto, com a presença dos Pankararu e com o apoio da indigenista Geralda Soares e da antropóloga Izabel Mattos seu povo conseguiu o apoio necessário para investigar e descobrir sua origem étnica.

O etnônimo Aranã
A historiografia oficial aponta para a extinção do povo Aranã ainda no século XIX. Contudo, o grupo Aranã contemporâneo remonta sua história a partir de um ancestral -Manoel Índio (também referido como Manoel Caboclo), que foi, segundo a memória oral de seus descendentes, um dos indígenas aldeados em Itambacuri, região do Vale do Rio Mucuri, Minas Gerais.

Em pesquisa nos arquivos do aldeamento capuchinho de Nossa Senhora da Conceição de Itambacuri, a antropóloga Izabel Missagia Mattos localizou registro de Manoel Índio de Souza, identificado como índio Aranã, subgrupo dos famosos Botucudo.

De acordo com a pesquisa documental realizada por Mattos, consta no Livro de Matrícula das Alunas do Colégio Santa Clara, aldeamento de Itambacuri, ano 1918, o registro da aluna Idalina Índia dos Santos, filha de Manoel Índio de Souza, falecido (Livro ano 1908/1927, p. 29). Ainda no mesmo livro de matrícula, todavia em documento datado de 1923, o registro de Idalina Índia dos Santos sofre o acréscimo da sua identificação étnica: Aranã. Estes dados sugerem a possibilidade de o citado Manoel Índio de Souza ser o mesmo Manoel presente na memória oral do grupo familiar Índio.

Mattos (2002a), que compulsou sistematicamente a documentação referente aos aldeados de Itambacuri, informa não ter encontrado o sobrenome Índio associado a quaisquer outras designações étnicas que não Aranã. A relação entre o patronímico Índio e o etnônimo Aranã é reforçada por outra pesquisa documental, realizada pelo professor e historiador José Carlos Machado, na Paróquia de Capelinha. Consta no Livro de Casamento nº 1 da referida Paróquia, registro nº140, p. 203, que:

Aos vinte e um de outubro de mil oitocentos e oitenta e seis, dispensados por mim das três denunciações canônicas, servi de poderes delegados pelo Revmº Sr. Bispo Diocesano, na Capela de Santo Antônio do Surubim, em minha presença e das testemunhas Santos Alves dos Santos e Lucas Pereira de Souza, se receberam em matrimônio Manoel Miguel e Claudiana, índios, ele filho de Miguel Índio, e natural das matas do Surubim, tribo dos Aranã, e ela filha de Joaquim Gomes, índio, e de Luzia, índia, e natural das matas do Bonito. Dei-lhes as bênçãos nupciais. Os nubentes reconheceram como seus filhos Salvina e Delfina, os quais declarei legitimados pelo matrimônio subseqüente. Para constar, faço este assento. O Vigário João Antônio Pimenta.

Apesar dos documentos acima citados apontarem para a possível origem social do grupo em questão, não há necessariamente uma "continuidade histórica" direta entre os Aranã de Itambacuri e os Aranã do Vale do Jequitinhonha.

Os Índio e Caboclo do Jequitinhonha ou Aranã atuais, em processo de emergência étnica, constituíram-se através de um longo processo de aliança e hibridação entre duas principais famílias de origem indígena, na qual apenas uma delas remonta seu passado ao aldeamento missionário de Itambacuri.

Contudo, a forte referência ao aldeamento de Itambacuri e os dados de pesquisa sobre a possível vinculação do sobrenome Índio com o etnônimo Aranã fez com que o grupo, como um todo, num processo dinâmico de busca de sua origem étnica, se identificasse com a história "oficial" do povo Aranã.

Ao remeterem a origem do grupo ao aldeamento de Itambacuri e à ocupação indígena na região do Vale do Jequitinhonha, a história de constituição dos Aranã caracteriza-se pela união entre grupos com origem indígena que foram levados para cidades e fazendas da região e que, ao longo do século XX, constituíram-se como comunidade que traz consigo a consciência da origem indígena.

Assim, mais do que uma identificação genérica, as denominações "índio" e "caboclo" configuram-se, no caso aranã, como patronímico (sobrenome oficial), no caso da família Índio, e como "patromínico apelido" (Mattos, 2002b), no caso da família Caboclo. Para as famílias aranã que possuem o sobrenome Índio, este simboliza, para elas, a "prova" da identidade indígena, a marca da diferença. Já a denominação Caboclo, que não se configura propriamente como patronímico, está, entretanto, tão fortemente presente na identificação intra e extra grupal que podemos entendê-la como um "patronímico apelido".

Umburana - "Pau de Abelha" - Proteger a umburana é conservar as abelhas nativas

Umburana - "Pau de Abelha" - Proteger a umburana é conservar as abelhas nativas
Uma jovem planta de umburana de cambão