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sexta-feira, 5 de abril de 2013

"Você é muito do abiúdo..."


A expressão acima está contida no Dicionário Tocantinense de Termos e Expressões Afins, de autoria de LIberato Póvoa.

          "Você é muito do abiúdo, pois quer dar copa de tudo o que não é de sua conta"

A palavra "abiúdo" tem significado de abelhudo, de intrometido.

No dicionário, além desta palavra existem diversas outras referentes às abelhas, principalmente às nativas.

Sendo  "abiúdo" e o assunto da sua "conta",  conheça a obra!  Visite o seguinte endereço.
http://www.dno.com.br/(liberato%20povoa)DICIONARIO%20TOCANTINENSE.pdf

Obs. A palavra "abiúdo" se encontra na  página 16.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Evitar brigas de abelhas jataí e Preparação de Caixas Iscas

Método que previne briga entre abelhas jataí de uma mesma criação, foi a matéria apresentada no Programa Globo Rural.
Na mesma reportagem, ensina-se a fazer com que as caixas-iscas sejam mais atrativas para enxames.

A matéria pode ser acessada através do endereço abaixo:



http://g1.globo.com/economia/globo-rural/videos/t/edicoes/v/agronomo-ensina-metodo-que-previne-briga-entre-abelhas-de-uma-mesma-criacao/2106572/

segunda-feira, 18 de março de 2013

Cera de abelha em dente de 6.500 anos


Arqueologia

Cera de abelha em dente de 6.500 anos revela mais antigo tratamento dentário da Europa

Substância teria sido colocada em canino quebrado para aliviar dor

Ricardo Carvalho
A área marcada em amarelo indica a região onde a cera de abelha foi aplicada no dente, que tem mais de 6.000 anos
A área marcada em amarelo indica a região onde a cera de abelha foi aplicada no dente, que tem mais de 6.000 anos (Divulgação)
Um homem na cidade eslovena de Lonche foi ao dentista. Pode não parecer grande coisa, mas levando em conta que ele viveu há 6.500 anos (quando Lonche sequer existia), no período neolítico, o fato está sendo celebrado pelos cientistas do Internacional Centre for Theorical Physics, instituto de física em Trieste (Itália) responsável pela pesquisa, publicada na edição desta semana da revista científica PLOS ONE, que levou a essa conclusão. Afinal de contas, trata-se de uma das raríssimas pistas de tratamento dental rudimentar na pré-história, conforme afirma Claudio Tuniz, coordenador dos laboratórios de raio-x do centro.

Saiba mais

NEOLÍTICO
O período neolítico, também chamado de Nova Idade da Pedra, marcou o desenvolvimento da tecnologia humana, em especial a agricultura, a partir do ano 9.500 a.C, no Oriente Médio. É considerado tradicionalmente como o período final da Idade da Pedra.
A equipe do coordenador encontrou traços de cera de abelha colocada num dos dentes de uma mandíbula pré-histórica. A peça fora encontrada numa caverna em Lonche, em 1911, quando a cidade ainda fazia parte do império Austro-Húngaro. "É o primeiro sinal de uso de substâncias para enchimento de dente no mundo e o mais antigo vestígio de tratamento dentário na Europa", afirmou Tuniz ao site de VEJA.
Em 2005, antes da mandíbula de Lonche, paleontólogos encontraram no Paquistão onze molares marcados com pequenas perfurações. Pertencentes a nove pessoas que viveram entre 7.500 e 9.000 anos atrás, esses dentes são o mais remoto exemplo de 'odontologia' conhecido. A função que as perfurações teriam, no entanto, ainda é incerta.
Em Trieste, por outro lado, os cientistas estão confiantes de que a cera de abelha tinha como objetivo aliviar dores na mastigação. O estado avariado do canino, o que justificaria a intervenção, se deve provavelmente ao hábito de as pessoas usarem, naquela época, os dentes para a confecção de ferramentas e para atividades de tecelagem. Além do mais, na opinião de Tuniz, o uso de uma substância para amenizar incômodos revela uma sociedade já com domínio de técnicas mais sofisticadas. O possível paciente, provavelmente do sexo masculino, tinha entre 24 e 30 anos quando morreu.
Incertezas - Ainda pairam algumas incertezas em relação ao dentista de Lonche. Embora os testes realizados em Trieste indiquem que a cera de abelha e a mandíbula tenham a mesma idade, não se pode afirmar se o enchimento foi realizado pouco antes ou pouco depois da morte do indivíduo. Se tivesse sido colocada lá depois do falecimento, a teoria cairia por terra e a presença da cera de abelha poderia ser explicada como parte de algum ritual funerário. Claudio Tuniz, entretanto, duvida que seja este o caso. "Acredito que há 99% de chance (da cera de abelha) ter sido colocada ali antes da morte. Não haveria sentido encher o dente de uma pessoa que já morreu."
Registros detalhados de intervenções odontológicas só surgiriam alguns milhares de anos mais adiante no antigo Egito. Como os dois únicos casos conhecidos são, segundo Tuniz, os molares do Paquistão e, agora, o canino de Lonche, o pesquisador espera que as técnicas de raio-x empregadas agora ajudem a encontrar outros vestígios de dentistas rudimentares no neolítico. "A mandíbula estava em Triste e só encontramos a cera de abelha 100 anos depois."

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cera-de-abelha-em-dente-de-6-500-anos-revela-primeiro-tratamento-dentario-da-europa

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Möu - Escultura zoomorfa feita com cera de abelha pelos Xetá - Acervo Museu Paranaense - Curitiba - PR

Möu - Escultura zoomorfa feita com cera de abelha pelos Xetá - Acervo Museu Paranaense - Curitiba - PR



Os Índios Xetá foram a última etnia do estado do Paraná a entrar em contato com a sociedade nacional. Na década de 40, frentes de colonização invadiram seu território, reduzindo-o drasticamente. No final dos anos 50, estavam praticamente exterminados. Em 1999 restavam apenas oito sobreviventes. Hoje, vivem dispersos nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.


Foto: Márcia Rosato. 1997

VÍDEO: Escultura de Cera de Abelha pelos Índios Xetá
http://www.youtube.com/watch?v=KA1ycEDTWgY
Obs. ver no tempo de 3:35 minutos do vídeo

VÍDEO 2 -  Povo Xetá - Depoimentos e Custumes
http://www.youtube.com/watch?v=_aUyib-tAlo
Obs. ver no tempo de 4:54 minutos cena de Índio experimentando mel.

Xetá

Outros nomes


héta, chetá, setá
  Onde estão


PR

Quantos são


86 (da Silva, 2006)

Família linguística


Tupi-Guarani


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Embora o primeiro contato direto dos Xetá com os brancos só tenha se dado oficialmente em 1954, as evidências de sua presença na região já eram registradas pelas frentes de colonização desde o final da década de quarenta. Na ocasião, 1949, e posteriormente em 1951 e 1952, a 7ª Inspetoria Regional do SPI, com sede em Curitiba, enviou funcionários ao local no intuito de que o grupo fosse localizado. Porém, nenhum dos enviados alcançou êxito em sua missão, apesar de haverem comprovado a presença indígena no local através de diferentes vestígios, como por exemplo aldeias recém-abandonadas e objetos de cultura material. Neste último ano, dois meninos foram capturados por agrimensores que atuavam na região e levados para Curitiba, onde foram criados pelo inspetor do SPI.

A ocupação do território Xetá deu-se, principalmente, através das seguintes frentes: (1) a expansão da cafeicultura, amplamente difundida no norte do Paraná; (2) implantação e implementação das fazendas de criação de gado e agricultura, e (3) as ações das companhias de colonização e imigração que obtinham terras do governo a baixo custo, loteavam-nas e promoviam a sua ocupação. No mesmo período, do qual datam as primeiras notícias da presença indígena no noroeste paranaense, os problemas fundiários agravavam-se no Estado, pois o governo, movido pelo ideário de ocupação dos espaços vazios e perspectivas de desenvolvimento econômico, havia oferecido mais títulos e promessas de terras do que aquelas que realmente possuía.

O contato dos Xetá com a fazenda Santa Rosa resultou em duas propostas de reservas de terra para o grupo, defendidas junto às esferas estadual e federal.

A primeira delas foi apresentada em outubro de 1955 pelo Deputado Estadual Antônio Lustosa de Oliveira, também proprietário da Fazenda Santa Rosa, que propôs a criação de uma reserva florestal estadual com um local reservado aos Xetá. A área então indicada para reserva abrangeria uma parte do território tradicional Xetá. A proposta, mesmo aprovada pela Assembléia Legislativa, foi vetada pelo Governador do Estado do Paraná, Moysés Lupion, sob a justificativa de que o estado não dispunha de terras.
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O veto à proposta do Deputado impulsiona a apresentação de uma nova modalidade de reserva florestal em 1957, desta vez, sob a forma de Parque Nacional, que incluiria parte da área florestal proposta anteriormente e também uma parte do território Xetá. É defendida, então, a criação do Parque Nacional de Sete Quedas por José Loureiro Fernandes.

A aprovação do Parque Nacional em 30 de maio de 1961, reconhece nos limites do parque o habitat Xetá que deveria ser definido pelo Serviço de Proteção ao Índio do Ministério da Agricultura. No entanto, sua criação não implicou em garantia de território para aquele grupo que buscou o contato com o administrador da fazenda Santa Rosa e, tampouco, protegeu aqueles que ainda fugiam da aproximação com os brancos no interior da mata.

Ao contrário, várias crianças foram pegas por brancos para serem por eles criadas e alguns Xetá que viviam nas imediações da Fazenda Santa Rosa foram levados por agentes da 7ª Inspetoria Regional do SPI para outras áreas indígenas do Paraná. Aqueles índios que permaneceram no que restou do seu território de origem vagavam pelos povoados que rapidamente se instalaram na região.
Em 1981, o decreto nº 86041 põe fim ao Parque Nacional de Sete Quedas sem que os Xetá tivessem nele garantidas as suas terras.

Desde o período das primeiras notícias da presença Xetá na região noroeste do Paraná, até a data da criação do Parque Nacional de Sete Quedas, houve uma grande dizimação da sociedade que, conforme os dados de memória dos sobreviventes do grupo, já sofriam os efeitos da chegada das frentes colonizadoras muito antes do estabelecimento do contato efetivo com os brancos. As mortes foram provocadas por intoxicação alimentar, envenenamentos, doenças infecto-contagiosas como gripe, sarampo e pneumonia, extermínio com armas de fogo e queimas de aldeias, rapto de crianças, entre outras ações dos invasores de seu território de origem. Daqueles Xetá que evitaram a aproximação com os brancos não se teve mais notícias a partir de 1961.
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Os trágicos efeitos da política colonizadora do governo do estado do Paraná na região da Serra dos Dourados somados à omissão e negligência do SPI, no que tange à sua competência enquanto órgão de assistência e proteção aos povos indígenas, resultou na perda do território tradicional Xetá e na extinção da sociedade, da qual sobreviveram apenas alguns indivíduos.

A população Xetá que habitava a região da Serra dos Dourados ainda hoje é desconhecida, apesar de estimada, pelos registros documentais e bibliográficos de época, em 250 indivíduos.

Os registros de memória dos sobreviventes Xetá, no entanto, apontam que o seu povo era muito numeroso, aproximadamente 400 pessoas distribuídas em pequenos núcleos familiares, ou seja, famílias patrilocais extensas, que a princípio habitavam nas oka-auatxu (lugar grande, aldeia grande), formadas pelos tapuy-apoeng (casa grande). Nestas habitações viviam várias famílias. Nelas eram realizados vários rituais, inclusive o de iniciação masculina.

Posteriormente, em decorrência dos conflitos internos e interétnicos com os Kaingang, e, mais tarde, com os colonizadores brancos, as fugas foram intensificadas e os oka-kã (lugar pequeno, acampamentos) com seus tapuy-kã (casas pequenas), ou seja, as moradias temporárias e provisórias, tornam-se a principal habitação do grupo.

Oito sobreviventes

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Os Xetá somavam em 1999 um total de oito indivíduos que sobreviveram à sua sociedade: três mulheres e cinco homens. Todos eles ligados entre si pelos laços de parentesco. Dados atuais de pesquisa indicam a possibilidade de existirem mais quatro sobreviventes.

Diferentemente de outros povos indígenas brasileiros, os remanescentes Xetá não vivem em sociedade e tampouco convivem em um mesmo espaço territorial organizado em aldeias, nem compartilham dos mesmos códigos e pauta cultural de seu povo. De caçadores e coletores, vivem hoje na condição de assalariados, servidores públicos, empregados domésticos e bóias-frias. De herdeiros de um território de ocupação tradicional, vivem como agregados em terras Kaingang, Guarani, ou como inquilinos no meio urbano-rural.



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Afastados pelos colonizadores do convívio em grupo desde a infância e adolescência, os sobreviventes Xetá vivem em diferentes pontos no Estado do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Seus descendentes somam hoje quarenta e duas pessoas que, como eles, casaram-se com Kaingang, Guarani e não-índios. Os oito sobreviventes são os seguintes:

1) Kuein Manhaa’ei Nhaguakã Xetá, 65 anos mora na área Indígena Rio das Cobras, município de Nova Laranjeiras/PR;

2) Tucanambá José Paraná (Tuca como é conhecido pelos brancos, ou Anambu Guaka [arara vermelha e nhambu] nome dado por seus pais), 52 anos, mora na área Indígena Rio das Cobras, município de Nova Laranjeiras/PR;

3) José Luciano da Silva (Tikuein como ficou conhecido pelos brancos ou Nhangoray [mão pelada] nome dado por seus pais), 48 anos, residente no Posto Indígena São Jerônimo, município de São Jerônimo da Serra/PR;

4) Maria Rosa à Xetá (à como é conhecida, ou Moko [tamanduá] como foi nomeada pelos seus), 48 anos, moradora do Posto Indígena Guarapuava, município de Turvo/PR;

5) Maria Rosa Tiguá Brasil, (Tiguá como é conhecida, ou Irajo [peixe]), 48 anos, residente na cidade de Umuarama/PR;

6) Ana Maria (Tiguá como é conhecida, ou Tunkaajo [tucano grande], 44 anos, residente em São Paulo/SP;

7) Tiqüein Xetá (Karombe [tartaruga]), 37 anos, residente em Nova Tebas/PR;

8) Rondon Xetá (Moha’ ay [bicho furão]), 34 anos morador do Posto Indígena Xapecó, município de Xanxerê/SC.

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Os oito sobreviventes reconhecem-se e identificam-se como Xetá. Três deles (Kuein, Tuca e Tikuein) falam fluentemente a língua de seu povo e uma das mulheres (Ã) é capaz de entender tudo que é falado por eles, porém se expressa verbalmente apenas em português. Quanto aos demais remanescentes, e todos os seus descendentes, nenhum deles fala o Xetá.

Até o ano de 1996, alguns sobreviventes também desconheciam a existência de outros e o parentesco que os unia.

http://www.naturezabrasileira.com.br/foto/24137/mou___escultura_zoomorfa_feita_com_cera_de_abelha_pelos_xeta___acervo_museu_paranaense___curitiba___pr.aspx

http://pib.socioambiental.org/pt/povo/xeta/1179

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Federação Nacional dos Apicultores de Portugual


Divulgação do site da Federação Nacional dos Apicultores de Portugal.

Nele é possível baixar alguns arquivos (Downloads) como:

1 - Manual das boas práticas na produção de cera de abelhas
2 - Manual de criação de rainhas autóctones em Portugal
3 - Manual de produção de Pólen e Própolis




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Conselho Nacional de Meio Ambiente - Representações das Entidades Ambientalistas para o Biênio 2013/2015

O Conama é o mais antigo Conselho da República, criado com poder deliberativo e participação social, foi instituído pela lei nº 6.938 de 1981. Essa mesma lei estabelece a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA).

No plenário do Conselho, são 21 entidades da sociedade civil reunidas entre as 108 instituições das esferas federal, estadual e municipal, além de empresários. Representantes do Ministério Público e da Câmara dos Deputados também são convidados, mas sem direito a voto.

 A apuração dos votos para as entidades ambientalistas que ocuparão as vagas destinadas ao Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas (CNEA), no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), aconteceu nesta segunda-feira (04;02), com transmissão pela internet. Foram eleitas 11 entidades ambientalistas, sendo duas para cada região do país e uma de âmbito nacional, para o mandato de dois anos (2013/2015).

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE

SECRETARIA DE ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL E CIDADANIA AMBIENTAL

Esplanada dos Ministérios Bloco “B”, 9º andar, Gabinete – CEP 70068-900 – Brasília, DF

Fone : 0xx (61) 2028-1706/1705 – Fax: 0xx (61) 2028-1576



ELEIÇÃO CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE - CONAMA
Entidades Ambientalistas


RESULTADO DA ELEIÇÃO CNEA QUE COMPORÃO O
PLENÁRIO DO CONAMA NO BIÊNIO 2013/2015 – APURAÇÃO EM 04/02/2013

VAGA NACIONAL

INSTITUTO BRASILEIRO DE PROTEÇÃO AMBIENTAL – PROAM

REGIÃO NORTE

ASSOCIAÇÃO SOS AMAZÔNIA

ASSOCIAÇÃO ANDIROBA


REGIÃO NORDESTE

FUNPAPI – FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE E ECOTURISMO DO ESTADO DO PIAUÍ

SOCIEDADE NORDESTINA DE ECOLOGIA – SNE

REGIÃO CENTRO-OESTE

ECOTRÓPICA – FUNDAÇÃO DE APOIO À VIDA NOS TRÓPICOS

IBRACE – INSTITUTO BRASIL CENTRAL


REGIÃO SUDESTE

INSTITUTO GUAICUY SOS RIO DAS VELHAS – PROJETO MANUELZÃO

SODEMAP – SOCIEDADE PARA DEFESA DO MEIO AMBIENTE DE PIRACICABA

REGIÃO SUL

APROMAC – ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE DE CIANORTE

ONG SÓCIOS DA NATUREZA

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Abelhas Nativas no Zooférias do Zoológico do Recife

O Zooférias é uma proposta pedagógica do Parque Dois Irmãos, zoológico do Recife,  para atender estudantes na época de férias.

É uma programação que ocorre no mês de janeiro e tem duração de uma semana. Uma das atividades da programação é a visita ao Melipónario, onde os "zooferistas" conhecem bem de pertinho as abelhas nativas, também conhecidas como abelhas indígenas sem ferrão.  As colônias são, na maioria, da espécie uruçu (Melipona scutellaris).

Recebendo as crianças para a vista ao meliponário.


As crianças além de obterem informações sobre a importância, como vivem e se comportam esses insetos, podem apreciar o interior do ninho, conhecendo os "discos" de cria, os potes de mel e pólen e  admirar  o som que fazem.

Conhecendo o interior de uma colônia
Explicações dadas...

Curiosidades e muitas perguntas!
Ao final da visita, experimentam um pouquinho do delicioso mel colhido da própria colônia que estão conhecendo.

Organização para experimentar o mel

Experimentando mel colhido da colmeia





















A APIME anualmente participa dessa atividade com o objetivo de contribuir com estes jovens no processo de formação ambiental e de entendimento da importância das abelhas nativas para a natureza.

Desde 1997 a APIME mantém esse meliponário.

Participaram na condução desta atividade os sócios da APIME Adgerlan e Benoni Codácio.

sábado, 5 de janeiro de 2013

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA APIME 2012



RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA APIME
NO ANO DE 2012



Conselho Estadual de Meio Ambiente e a APIME
Como uma das representantes das Entidades Ambientalistas no Conselho Estadual de Meio Ambiente – CONSEMA, a APIME teve participação nas reuniões ordinárias e extraordinárias, além de assumir a Coordenação da Câmara Técnicas Trabalho e Empregos Verdes e Sustentabilidade e a Coordenação da Câmara Técnica de Bem Estar Animal, Ética e Saúde Pública.


Reencontro com o primeiro Presidente da APIME
Esteve nos visitando em Pernambuco, Teócrito Vasconcelos, o primeiro presidente da APIME. A visita nos proporcionou um momento importante e prazeroso, pois pudemos renovar assuntos, idéias, propostas. Atualmente Teócrito reside em Alagoas.

Congresso Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura em Gramado – RS
A APIME participou do Congresso Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura, que se realizou na Cidade de Gramado - RS  onde contou com a presença de muitos associados no evento.
Neste Congresso foi apresentado o Livro Abelha Urucu do Chão, de Autoria do casal Francisco das Chagas Carvalho e Selma Carvalho, Tertuliano Ayres Neto e  Marilda Cortopassi Laurino.


Conferência das Nações Unidas - RIO +20
A APIME participou da histórica Conferência da ONU - Rio Mais 20, na programação da Cúpula dos Povos. Participamos da grande caminhada da Cúpula dos Povos, onde milhares de pessoas, de centenas de segmentos da sociedade, protestavam contra ações maléficas ao planeta, alertavam sobre riscos ambientais e apresentavam caminhos e soluções para vários problemas de ordem ambiental e social. A APIME durante a caminhada apresentou um belo painel pintado a mão, com ilustrações relativas às abelhas e  que alertava sobre a questão da conservação das abelhas e as ameaças que as alterações do Código Florestal (naquele momento em votação no Congresso Nacional) traziam de ameaça para esses polinizadores.


Ilha de Fernando de Noronha
Na Ilha de Fernando de Noronha encontram-se colônias de abelhas italianas puras. A APIME fez uma visita técnica ao local para analisar a situação em que se encontram essas colméias e a atividade apicultura.

Dia de São Francisco de Assis – 04 de outubro
A APIME, no dia 04 de outubro, participou das atividades comemorativas ao Dia de São Francisco de Assis, no Convento de São Francisco, em Olinda onde apresentou uma exposição sobre  Meliponicultura, inclusive com a mostra de uma colméia de abelha urucu, Melipona scutellaris. A atividade contou com a participação da ASPAN – Associação de Defesa da Natureza.

Meliponicultores do Agreste
Em dezembro de 2012, a APIME participou de uma excursão aos municípios de Passira e Taquaritinga do Norte, no agreste pernambucano, para realizar Visitas Técnicas voltadas a coletar material para uma pesquisa no campo da genética, realizada pelo sócio da APIME, Airton, Pós-doutorando pela Universidade de Mossoró.

Meliponicultura na Chapada do Araripe – Projeto de Conservação
Na região da Chapada do Araripe, existe a abelha Urucu do Chão, uma melípona que faz seu ninho embaixo da terra. Por ação de meleiros, tem seus ninhos abandonados e destruídos logo após a retirada do mel. O trabalho de conservação dessas abelhas desenvolvidos por Chagas e Selma e Tertuliano Ayres através de criação racional em colméias de argila e através de sensibilização de meleiros tem sido uma perspectiva na conservação das urucus do chão.

Meliponicultura na Chapada do Araripe – A Seca
Este ano a seca prolongada, cujos registros apontam como sendo uma das maiores  a décadas, atingiu sobremaneira a meliponicultura desenvolvida nessa região. Colônias de abelhas nativas, criadas racionalmente, sentiram o rigor da temperatura, pois as árvores ficaram desfolhadas, elevando incidência dos raios solares sobre os meliponários, conseqüentemente elevando a temperatura interna das colméias, que ocasionou a morte de diversas colônias.
Visitamos a região e foi dura a realidade ali encontrada. Mas, ainda durante a visita, nossas esperanças da amenização daquela situação se renovaram, pois fortes chuvas ocorreram na área naqueles dias o que garanteria a recomposição da vegetação nativa.


Visita de meliponicultor amazonense
Em dezembro, recebemos a visita do meliponicultor amazonense, o pernambucano Vidarico, que nos honrou com sua presença em Pernambuco. Estivemos reunidos na casa dos sócios da APIME,  Chagas e Selma,  momento em que contou também com a presença de Airton, onde conversamos sobre o que mais gostamos: abelhas nativas.

Livro – “Iniciação à Criação da Uruçu de Chão”
Em 2012, no Congresso Brasileiro de Apicultura e Meliponicultura, foi lançado o Livro “Iniciação à Criação da Urucu de Chão” dos sócios da APIME, Chagas e Selma, de Tertuliano Neto e Marilda Cortopassi.
Excelente e bela publicação que fala sobre o manejo da abelha Urucu do Chão. É um livro imperdível, fruto de muito trabalho, observação, leituras, pesquisas e principalmente resultados de manejo dessa espécie tão singular.

Pesquisas:
APIME contribui atualmente com as pesquisas:
a) Sobre genética de Abelhas Melipona subnitida
    Universidade de Mossoró e Universidade de São Paulo

b)  Pesquisa sobre composição química do mel e eventuais contaminantes - UFPE

Visita de Carlos Osowisk ao Semiárido Nordestino
Recebemos a ilustre visita  de Carlos Osowski, tradutor de diversas Obras Literárias da Apicultura Internacional e estudioso sobre Abelhas Apis.
Durante sua visita, viajou a região do agreste onde conheceu a apicultura desenvolvida no semiárido nordestino, em propriedades de agricultores familiares,

Homenagem ao Dr. Paulo Nogueira Neto – Prêmio Vasconcelos Sobrinho
A Agência de Meio Ambiente de Pernambuco – CPRH, ligada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, anualmente promove o Concurso para o Prêmio Vasconcelos Sobrinho, premiação oferecida a pessoas e instituições que se destacaram por ações voltadas a  defesa do meio ambiente.
 A APIME apresentou como candidato ao Prêmio, na Categoria Personalidade Nacional, o professor Dr. Paulo Nogueira Neto, o qual foi premiado. Tal feito deixa todos da APIME muito orgulhosos, por ter sido este premio o reconhecimento de Pernambuco à trajetória ambientalista de Dr. Paulo Nogueira Neto.
A Solenidade de entrega do Prêmio foi no dia 28 de junho de 2012.


AGRINORDESTE 2012
A APIME participou da Agrinordeste com a apresentação de Palestra  ministrada por Luiz Aleixo. Diversos sócios participaram deste evento.
A Professora Lourdes Queiroz apresentou um catálogo da flora apícola da região do Araripe.

Rodada de Itaparica – Clube de Engenharia
Em novembro, na Cidade de Jatotá - PE, Sertão de Itaparica, a APIME apresentou o Painel “Importância da conservação da Umburana de Cambão” dentro da programação do Seminário Rodada de Itaparica, promovido anualmente pelo Clube de Engenharia de Pernambuco, com o objetivo de discutir problemas, mas principalmente, dar encaminhamentos e cobrar soluções.
O foco do Painel apresentado pela APIME foi a necessidade da conservação dessa espécie vegetal da caatinga para a preservação e conservação de dezenas de espécies de abelhas nativas, as quais utilizam-se das cavidades (ocos) existentes em seu tronco e galhos para nidificarem. A recomendação da proteção umburana de cambão está contida no documento final da “Rodada”, denominado “Carta de Itaparica”.
IPA – “PAIS”
O Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA desenvolve, no âmbito da extensão rural, a divulgação do Programa de Agricultura Integrada Sustentável – PAIS. O PAIS consiste em um sistema de produção agrícola, voltado principalmente para agricultores familiares, baseado num sistema de “mandala”, onde ao centro dele se faz a criação de aves e ao seu redor, em semi-círculos, se tem diversas leiras cultivadas com hortaliças.
A novidade é que, a APIME em colaboração com o IPA de Paulista, inovou  ao inserir o componente polinizador nativo, Abelha Nativa, ao Sistema PAIS. Ou seja, dentro composição da “mandala” passou a existir a presença de colméia de abelha nativa. O propósito é, além da polinização, funcionar como mais um elemento bioindicador da qualidade das hortaliças sem agrotóxicos.
O consumidor tem nas abelhas do PAIS um certificado de que não há aplicação de agrotóxico naquela produção.

Divulgações no BLOG APIME
a) A APIME através do seu Blog (www.apimeabelhanativablogspot.com.br) fez divulgação dos eventos de apicultura e meliponicultura realizados por todo o país, contribuindo com isso na popularização e expansão das atividades.

b) A APIME por ser integrante do Conselho Estadual de Meio Ambiente - CONSEMA  tem como compromisso divulgar as pautas das reuniões do Consema e quaisquer outras informações referentes às deliberações e solicitações desse conselho.

Código Florestal
A APIME participou da Campanha Nacional “Veta Dilma!” referente a não aprovação das alterações do Código Florestal, as quais traziam prejuízos para conservação das florestas e das abelhas nativas.

Fundada a AAPIMEL
A APIME anunciou no seu Blog, em 2012, a fundação da Associação de Apicultores e Meliponicultores de Riacho das Almas – AAPIMEL.

Consulta Pública IBAMA
O IBAMA lançou Edital referente à Consulta sobre Animais de Estimação, cujo objetivo é fazer um levantamento da demanda de espécies voltadas para tornarem-se animais de estimação.
Tal consulta é muito questionada entre diversos segmentos técnicos e de ambientalistas por inúmeras razões. Porém a referida consulta pública é uma exigência contida na Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA
A APIME entende como um passo importante no processo de legalização da criação das abelhas nativas e participou da referida consulta pública indicando as espécies de abelhas nativas Melipona scutellaris,  Melipona subnitida e T. angustula como possíveis espécies a serem consideradas animais de estimação.
                                                                                                                   


PALESTRAS
A APIME, em 2012, realizou diversas palestras sobre as abelhas nativas, entre elas a ministrada para servidores, funcionários do Jardim Botânico do Recife. A APIME mantém um meliponário no Jardim Botânico desde 1992

Pesticidas ou Atrotóxicos
A APIME manteve seu discurso contra a utilização de Agrotóxicos, por considerá-los incompatíveis com a criação e conservação das abelhas, nativas e Apis. No seu Blog , a APIME apresenta links de páginas na internet que aprofundam a discussão sobre agrotóxico.

TRANSGÊNICOS
A APIME por entender que os transgênicos na agricultura podem acarretar problemas e prejuízos à criação de abelhas e utilizando-se princípio (ambiental) da Precaução, se posiciona contrário ao uso de culturas agrícolas transgênicas.
Também, entendendo a importância de que os apicultores e meliponicultores tem o direito de saber quais os produtos do seu consumo diário possuem produtos transgênicos, a APIME divulgou no seu Blog o símbolo contido (obrigatoriamente por lei) nas embalagens dos produtos de consumo humano e animal que contenham transgênicos. O símbolo é uma figura em forma de triângulo amarelo contendo a letra “T”, garrafal, em cor preta.

Um Casamento e um presente especial
Maurício e Jacira Periquito, Observadores de Aves e apicultores,  casaram-se em dezembro e receberam de presente da APIME uma colônia de abelha uruçu (Melipona scutellaris). Irão iniciar o seu meliponário de uruçu.

 

Umburana - "Pau de Abelha" - Proteger a umburana é conservar as abelhas nativas

Umburana - "Pau de Abelha" - Proteger a umburana é conservar as abelhas nativas
Uma jovem planta de umburana de cambão