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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Inauguração da UEPA - Sítio Queimadas em Brejo da Madre de Deus - Registros

A APIME participou  da inauguração da segunda Unidade de Extração de Produtos Apícolas UEPA localizada no Sítio Queimadas em  Brejo da Madre de Deus - Pernambuco. 

Esta Unidade beneficiará um grupo de apicultores na localidade. São eles, os senhores Valdeci Inácio Bezerra,  Josenildo Bezerra da Silva (Doda), Francisco Laureando da Silva (Chico)
José Elpídio da Silva (Moreira), José Alves da Silva (Zé Palê), Jânio da Silva. 




Foi uma atividade muito prazerosa por estarmos com apicultores e meliponicultores camponeses de uma região tão bela em cenários naturais e rica em cultura.

O Sítio Queimadas fica numa região de caatinga no município de Brejo da Madre de Deus. Uma região com muitos afloramentos rochosos e uma beleza indescritível.




A área para a construção da UEPA foi uma cessão do apicultor Sr. Valdeci, iniciativa que demonstra a grandeza dessas pessoas em favor do bem comum. 

A um tempo atrás, um grupo de agricultores  dessa localidade decidiram criar abelhas, mas estavam com dificuldade de um ambiente para a extração de seu mel, o que foi conseguido com a construção da referida Unidade, através de recursos obtidos pela Associação de Apicultores e Meliponicultores de Brejo  da Madre de Deus - Brejo Mel.

A reunião começou com a recepção dos convidados com um gostoso e farto lanche, com frutas, bolos, biscoitos, sucos e refrigerantes.








Antes de dar início a reunião todos foram convidados para conhecer a "Pedra do Letreiro" que fica ao lado da UEPA onde, para nossa grata surpresa, encontram-se pinturas rupestres, razão do nome dado. 

Depois, logo a frente, fomos conhecer o lajedo onde se acumula água da chuva entre fendas para uso da população e que esta mesma água também será usada para a UEPA. Trata-se de uma tecnologia social que tivemos o privilégio de presenciar sendo resgatada naquele local.




Sem contar que neste lajedo a vista da paisagem da caatinga é vislumbrante.




De volta para a UEPA, foi dado início a reunião com a abertura dos trabalhos por Luiz Aleixo, da APIME e Presidente da Federação de Apicultores e Meliponicultores de Pernambuco e por Beth, Elizabeth Szilassy, em que falaram da importância e de como foi a luta para essa conquista.

Presidente da BREJOMEL, Sr. Josenildo Bezerra da Silva (Doda)
do  Sitio Queimadas – Brejo da Madre de Deus.

Foi aberta a palavra para os presentes. 

A APIME agradeceu o convite e enalteceu aquele momento que muito representava pelos diversos significados contidos em cada gesto, ação e conquista.
Parabenizou a todos os apicultores pela realização e afirmou que naquela comunidade estávamos presenciando a verdadeira agricultura e apicultura familiar. Que a comunidade trazia o resgate real do uso de tecnologias sociais de convivência com o Semiárido. Foi afirmado que a APIME fica a disposição da Associação Brejo Mel no sentido de contribuir com este fabuloso trabalho.

O Sr. Josenildo Bernardino de Lima (Nildo) do Sítio Tabocas - Brejo da Madre de Deus,  meliponicultor, participante dessa reunião, nos fez uma bela surpresa e tirou de sua bolsa uma garrafa contendo o precioso mel de abelha canudo que trouxe para as pessoas degustarem.

Estava também presente o Sr. Junior extensionista do IPA de Caruaru que também em sua fala elogiou o trabalho dos apicultores e meliponicultores de Brejo.

Houve uma grande surpresa quando o Sr. Francisco João Cordeiro, meliponicultor e poeta foi convidado para falar e ele disse se podia declamar uns versos. Pediu licença, fez o Sinal da Cruz e começou em versos a relatar em um poema cantado a história da meliponicultura e apicultura em Brejo da Madre de Deus, citando um por um os criadores de abelhas e suas espécies criadas. Um momento emocionante!
Meliponicultor e Poeta Francisco João Cordeiro, autor do Poema das Abelhas
Um dia revigorante para todos aqueles que lutam por questões nobres do campo! Um exemplo!
Momento como estes nos fazem acreditar mais, que todos os esforços valeram e valerão a pena de serem aplicados.
Afixação da Placa de Inauguração da UEPA 


Presidente da BREJOMEL












Ao centro (camisa listada), Sr. Valdeci Inácio, apicultor que cedeu a área para construção da UEPA.
De Chapéu, o meliponicultor Nildo, Josenildo Bernardino de Lima,  que ofereceu mel de Canudo para degustação


Beth e Lula do Mel

Participantes da reunião de inauguração da UEPA - Sitio Queimadas

Encerramento da solenidade. A alegria da realização!



POSIÇÃO DA APIME NA XLVI REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSEMA

SUCINTO RELATO DA POSIÇÃO DA APIME NA XLVI REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSEMA, em 18.12.2015

Ver pauta no blog da APIME
http://apimeabelhanativa.blogspot.com.br/2015/12/reuniao-do-conselho-estadual-de-meio.html

Compesa - Saneamento
Apresentação feita pelo Presidente da COMPESA - Roberto Tavares

Questionamentos feitos pela APIME

1 - Quanto aos dessalinizadores instalados em áreas urbanas e a destinação do concentrado (efluente - água com sal) na rede de esgoto, com a Compesa vem tratando esse assunto?

O Presidente da Compesa disse que apenas é responsável pelo Sistema de Dessalinização de Fernando de Noronha e acredita que as águas subterrâneas não deveriam ser exploradas por particulares com hoje acontece.
A APIME não se sentiu contemplada com a resposta em razão de existirem atualmente diversos dessalinizadores jogando seus efluentes na rede de esgoto, que por ter elevada concentração de sais pode trazer prejuízos nas estações de tratamento de esgoto.

2 - Qual a  política da Compesa com objetivo de contemplar a criação de Unidades de Conservação para fins conservar Mananciais Hídricos como fonte de abastecimento de água?
O presidente da Compesa disse que apóia as iniciativas de criação de Unidades de Conservação, mas não é parte de suas ações.
APIME - caberia a Compesa, como empresa, se voltar a incentivar a criação de Unidades de Conservação voltada para preservar Mananciais Hidricos e não a Compesa depender de que outras instituições procedam a criação das referidas Unidades de Conservação para esses fins. Talvez a Compesa passe a compreender melhor sobre a importância desse assunto no momento em que se estabelecer o pagamento por serviços ambientais - PSA no Estado.

3 - Nas cidades do Semiárido brasileiro é percebido o grande número de loteamentos que surgiram nesses últimos 10 anos, mas uma preocupação é que nenhum desses empreendimentos imobiliários vislumbram a captação de água da chuva como forma de abastecimento dessas casas.
A APIME sugeriu ao Secretário Sérgio Xavier que esse ponto viesse a ser contemplado na SEMAS e nas discussões do Consema.
O Presidente da Compesa concordou e disse que juntamente com a captação da água da chuva deve-se pensar no reuso das águas

4 - Que a APIME recebeu informações-denúncia de que uma forma que contribuiu com o esgotamento da barragem de Jucazinho em Surubim - PE, foi o desvio de água por donos de propriedades ruais ao longo das adutoras.
O presidente da Compesa confirmou que houve esse problema, foi detectado e tomadas as medidas jurídicas cabíveis para punir os infratores, um deles proprietário rural de Bezerros.


Questão de Ordem exigida pela APIME na condução dos trabalhos do CONSEMA

A APIME ratificou a solicitação feita ao Secretário de Meio Ambiente e Presidente do Consema, que A SEMAS e a Secretaria do CONSEMA devam se preocupar com a condução dos trabalhos de forma a se respeitar o Regimento do Consema especificamente quanto aos ritos de discussão e votação de propostas sobre os temas trazidos à discussão.

A falta dessa observância tem trazido vários problemas e permanecerá trazendo conflitos, na nossa opinião desnecessários, bastando para isso, simplesmente atender ao Regimento.

Reforçou que quando da votação deve-se: saber se no momento tem quorum, apresentar a proposta a ser votada com clareza, de forma explícita, realizar a contagem dos votos, considerando os válidos, os favoráveis, os contrários e as abstenções.

Centro de Triagem de Animais Silvestres - CETAS e proposta de Contratação de uma Organização Social - OS
Introdução: O Governo Federal repassou as atribuições da gestão da fauna para o Estado a aproximadamente 02 anos. A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade ficou responsável por essa atribuição. A proposta da CPRH/SEMAS é a contratação de uma Organização Social para fazer a gestão da fauna.
A CPRH enviou inicialmente, sem passar pelo CONSEMA,  solicitação a ARPE - Agência Reguladora de Pernambuco, responsável pelo processo de contratação de Organizações Sociais, mas a ARPE exigiu que tal proposta deva passar primeiramente pelo CONSEMA e depois de aprovada pelo referido conselho iria para a ARPE dar continuidade as outras etapas de contratação da O.S.

Na reunião do CONSEMA estava como pauta escrito : apresentação e "anuência" do CONSEMA para aprovação da contratação de uma Organização Social para fazer a gestão do CETAS.

A APIME questionou ao Secretário sobre o significado a palavra "anuência" como está na pauta. É uma votação? Se assim for o objetivo, deve se ter na pauta a palavra "VOTAÇÃO", pois no CONSEMA como deliberação não existe anuência e sim votação ou simplesmente apresentação.
A SEMAS reconheceu a falha e disse que procederá a partir de então com o cuidado de ficar explícito quando se tratar de votação.

A APIME reclama ainda que não se pode, em se tratar de uma votação, principalmente nesse caso, ter como base apenas uma apresentação de 30 minutos. Há necessidade de elementos outros, inclusive técnicos e jurídicos para uma análise, avaliação e votação. A APIME registra reclamação que foi solicitadas informações quando do recebimento da pauta da reunião, mas não foi envida nenhuma documentação que servissem de elemento de análise.

A apresentação foi feita pela presidente da CPRH e participação de técnicos que tratam do atual CETAS, mas não foi colocada em votação naquele dia, ficando marcada uma próxima reunião para o dia 29 de dezembro com pauta específica para votação desse ponto.


Unidade de Conservação Reserva da Vida Silvestre Tatu - Bola
Introdução: O Governo do Estado criou a Reserva de Vida Silvestre Tatu-Bola, com 110 mil hectares numa região de caatinga no Sertão do São Francisco, no município de Lagoa Grande, que se tornaria a mais importante Unidade de Conservação voltada para a preservação da Caatinga. Esse processo passou por estudos de diversas instituições, entre elas a UNIVASF e teve a aprovação do Conselho Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco - CONSEMA - PE.
Porém, este ano de 2015, somos surpreendidos com o anúncio do Governo do Estado através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de transformar a Unidade RVS Tatu Bola, categoria de Proteção Integral em uma Área de Proteção Integral - APA, de categoria de uso sustentável. A alegação trazida pelo Governo foi de que um grupo de agricultores da região se manifestaram contra a criação da unidade por acharem que sairiam prejudicados no financiamento de algumas atividades. Assim, por pressão desse grupo de agricultores e de alguns políticos da região o Governo recuou.
A APIME se colocou de imediato contra qualquer alteração quanto a criação da RVS Tatu Bola. E mais, avaliou que não cabia ao CONSEMA alterar o Decreto de criação da Unidade de Conservação, mas sim ao Legislativo, através de uma lei. Foram seis reuniões do CONSEMA se tratando desse assunto, e a posição da APIME foi a mesma de não admitir a alteração da criação da referida Unidade de Conservação.
Acreditamos que o Governo não querendo assumir o ÔNUS de ter que voltar atrás e de alterar a categoria da unidade de conservação, que é muito sério, levou a discussão para o CONSEMA, para que possa respaldar essa alteração, responsabilizando o Consema quanto a esse encaminhamento que oneraria a imagem do Governo do Estado numa posição de retrocesso.

A APIME percebeu isso desde o início se posicionando contra em todas as reuniões que trataram deste assunto. E quis que tal posição ficasse mais uma vez registrada e para isso, no dia 18 de dezembro de 2015 protocolou na SEMAS ofício APIME  nº 04/2015 para o Secretario de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier contendo as seguintes afirmativas.

A APIME, entidade integrante do Fórum de Entidades Ambientalistas de Pernambuco e representante de entidades não governamentais do movimento ambientalista no Conselho Estadual de Meio Ambiente - CONSEMA,

        A APIME  RATIFICA sua posição, já antes manifestada em diversos momentos nas reuniões deste CONSEMA , em SER CONTRA A PROPOSTA de ANULAÇÃO  do Decreto Estadual nº 41.546 de 16.03.2015 que cria a Unidade de Conservação de Proteção Integral, Reserva da Vida Silvestre Tatu Bola,  proposta esta apresentada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade - PE.

      E ainda, que a APIME NÃO COMPACTUA com o envio de solicitação ao Governador do Estado de Pernambuco para que encaminhe à Assembleia Legislativa do Estado Projeto de Lei anulando a criação da Reserva de Vida Silvestre Tatu Bola para criação de uma Área de Proteção Ambiental - APA. 


Durante a reunião, foram convidados os pesquisadores da CEPANE, Severino e Felipe que disseram que são parceiros da SEMAS, mas nem por isso concordariam com tudo que ela vier a apresentar.
Que são contra a alteração da Criação da RVS Tatu-Bola.

Declararam achar muito estranho que em 03 meses, uma questão que estava pacífica viesse a surgir como um conflito que foi essa questão da anulação da criação da Unidade de Conservação Tatu-Bola, por mobilização de um grupo de agricultores. Lamentou que não tivessem sido chamados pela SEMAS para essas discussões, o que acreditam eles, poderiam ter esclarecido diversos pontos que estavam alardando e eram inconsistentes.

Disse que Pernambuco, o Governo do Estado e o CONSEMA ficarão com essa mácula para sempre de ter criado a Unidade de Conservação mais efêmera da história do Brasil. Foi criada e logo em seguida anulada.

Encaminhamentos:

a) Criou-se um grupo de trabalho no âmbito da SEMAS para tratar de Criação de Resolução voltada a preservação dos Brejos de Altitude em contraponto a alteração por Lei das Cotas Topográficas de Altitude de Áreas de Proteção Permanente.

b) Quanto a criação de Câmara Técnicas do CONSEMA ficou para a próxima reunião do CONSEMA

Agenda

21.12.2015 - reunião com Conselheiros e técnicos para discutir um formato de proposta de Projeto de Lei para a alteração da Reserva de Vida Silvestre Tatu Bola
Local - SEMAS - PE, as 9 horas

29.12.2014 - Reunião Extraordinária do CONSEMA para discutir e aprovar:
a) A proposta do Governo do Estado em contratar uma Organização Social para a Gestão do Centro de Triagem de Animais Silvestres;
b) As Câmaras Técnicas Temáticas do CONSEMA


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

VI Seminário de Meliponicultura em Franca - SP - 11 e 12 de dezembro de 2015


Inauguração da segunda Unidade de Extração de Produtos Apícolas UEPA em Brejo da Madre de Deus - PE

A APIME agradece o convite recebido da Associação de Apicultores e Meliponicultores do Brejo da Madre de Deus - BREJO MEL para a inauguração de mais uma Unidade de Extração de Produtos Apícolas -  UEPA.

Parabenizamos a Associação BREJO MEL e a Comunidade Sítio Queimadas por está realização.

A APIME terá a honra de estar presente na referida inauguração da UEPA.



CONVITE

A Associação dos Apicultores e Meliponicultores do Brejo da Madre de Deus BREJO MEL tem a honra para lhe convidar para a inauguração da segunda Unidade de Extração de Produtos Apícolas UEPA localizada em Seu Valdeci no Sítio Queimadas - Brejo da Madre de Deus, beneficiando os Apicultores daquele lugar: Doda, Chico, Moreira, Zé Palé e Janio.

Resultado do Contrato N. 037/2013 celebrado entre a Associação Brejo Mel e a Companhia Nacional de Abastecimento CONAB/SUREG-PE referente ao Edital de Chamada Pública BNDES/CONAB nº 001/2013.
Houve mais duas UEPAs no Assentamento Baraúnas e no Sítio Jenipapo (já inaugurada).
Objetivo: extração do mel das Abelhas com Ferrão (Apicultura).
Data: domingo, 13 de Dezembro de 2015;
Hora: a partir das 10 horas, culminando com almoço.
Programação: reunião e confraternização.

Parceiros: 
  • CONAB e BNDES
  • Cooperativa dos Apicultores do Agreste de Pernambuco – Agreste Mel
  • Federação de Apicultura de Pernambuco - FEAMPE
  • Associação Pernambucana de Apicultores e Meliponicultores - APIME
  • Conselho de Desenvolvimento Sustentável do Brejo da Madre de Deus - CONDESB
  • Sindicato dos Trabalhadores Rurais; Prefeitura Municipal do Brejo da M. Deus; IPA



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Parques Eólicos em Pernambuco ameaçam os Brejos de Altitude

Os Brejos de Altitude conservam uma rica biodiversidade, incluindo diversas espécies de abelhas nativas. São "oásis" encravados em áreas semiáridas.

Em particular o Brejo da Madre de Deus - PE existem dezenas de agricultores familiares e muitos criadores de abelhas nativas.

A APIME através dessa postagem APÓIA as reivindicações da CARTA DO POVO DO BITURY, abaixo transcrita.




Mudança de ventos: hora de (re)agir Carta do povo do Bitury, para o povo de Pernambuco 


Representantes do Movimento Sindical, Organizações Sociais, Igreja Católica, UFPE, UFRPE, Comitês de Bacias Hidrográficas e lideranças políticas locais, reunidos em seminário realizado em 10 de novembro de 2015, na Cidade de Brejo da Madre de Deus, socializam as seguintes considerações acerca da implantação dos parques eólicos no Estado de Pernambuco:

Considerando que, 

  • Um dos efeitos dramáticos, das mudanças climáticas, será a redução na vazão dos rios que abastecem a maior parte da população; 
  • Que no melhor cenário, vários rios terão reduções de vazão de 10% a 30%, diminuindo em muito a oferta da água para abastecimento humano; 
  • Que o Governo do Estado suprimiu a exigência legal do Estudo de Impacto Ambiental (com ele as audiências públicas) para a supressão nas APPs, e ainda aumentou de 750 para 1.100 metros, a altitude legal de preservação, favorecendo e incentivando a instalação de usinas eólicas nestas áreas consideradas como de preservação permanente; 
  • Que as mudanças na Lei Estadual de Meio Ambiente, colocam em risco as nascentes de rios e riachos, em particular nos “brejos de altitude” do Agreste e Sertão do Estado, que são formadores de bacias hidrográficas importantes para o abastecimento de água, como nosso rio Capibaribe. Indicando que o Governo do Estado mostra-se em descompasso com a necessidade de produção sustentável e limpa, a fim de preservar o meio ambiente. 


Considerando também que, Os contratos firmados entre as empresas de energia eólica e os agricultores/as familiares desrespeitam princípios legais básicos como o de igualdade de direito e responsabilidade, apresentam cláusulas rescisórias abusivas e incompatíveis com a realidade socioeconômica das famílias agricultoras; 

Que os contratos foram assinados sem um amplo processo de discussão, do ponto de vista jurídico, sobre as implicações das cláusulas contratuais, indicando má-fé das empresas em função da falta de conhecimento das famílias agricultoras e sob a mera alegação de ganhos financeiros; 

E assim encaminha esta carta aberta ao governador Paulo Câmara, reivindicando: 

1. Que o Governo do Estado considere de forma ampla, os impactos socioambientais para esses empreendimentos que atingem as populações rurais, as quais já convivem com problemas relacionados à infraestrutura, saúde, saneamento básico e educação e se deparam com a implantação de empreendimentos de alta tecnologia e as consequências ambientais de sua implantação. 

2. Que apresente novo Decreto regulamentando o artigo 9º da Lei Estadual nº 11.206, de 31 de março de 1995, recentemente modificado pelo PL 396/2015, que altera a altitude considerada APP, para salvaguardar as áreas de interesse socioambiental e as matas de brejo de altitude, que influenciam diretamente as bacias hidrográficas do estado e a economia local, reestabelecendo a altitude de 750m.

3. Que seja assegurado Estudo de Impacto Ambiental (EIA) detalhado e com abrangência social, para projetos de qualquer natureza, especialmente de parques eólicos, garantindo as audiências públicas, para as áreas de brejo de altitude e área de nascentes, em todo o estado de Pernambuco. 

4. Implantação imediata do PSA (Programa de Pagamento por Serviços Ambientais), nestas mesmas áreas. 

5. Que o Governo do Estado assegure nos contratos de concessão, em todo Estado, a negociação coletiva dos contratos de arrendamento para instalação de parques eólicos, com a assistência técnica e jurídica do governo e de entidades da sociedade civil, e que essa negociação, com a definição dos valores e dos termos do contrato, seja parte integrante do processo participativo de licenciamento ambiental, como forma de mitigação dos impactos sociais do empreendimento; 

6. Realização de um programa completo de localização e recuperação das nascentes na região brejeira de Belo Madre; 

7. Que o governo garanta a fiscalização rigorosa para garantia da aplicação da lei federal N. 11.428/2006, lei da Mata Atlântica, e haja proteção integral dos remanescentes de mata atlântica primária ou secundária em estágio avançado de regeneração. Assegurando que qualquer intervenção nas áreas com vegetação em primária ou secundária em estágio avançado de regeneração deve ser precedida de Estudo de Impacto Ambiental, conforme determina a lei 11.428/2006.

Portanto, entre o discurso e a prática vai uma diferença abismal. Discursam sobre as mudanças climáticas; subtraem as reais informações para a sociedade, e agem sorrateiramente contra o meio ambiente, a vida. 
Comprometem assim a qualidade de vida das gerações presente e futuras, que no final das contas é quem pagará pelos desmandos destes mesmos governantes. 

Daí surge à necessidade de definição urgente sobre questões relacionadas ao interesse de toda sociedade, e não pode mais ser decidido por um pequeno grupo de pessoas, posto assim, várias entidades representando a sociedade civil organizada, em seminário, se posicionaram contra a implantação dos parques eólicos em cume de serras do estado de Pernambuco. Esta é uma luta do povo pernambucano. 

Corroboram e abaixo assinam este documento as entidades representantes da sociedade civil organizada, em nome da sociedade local, especialmente das famílias agricultoras.


  • CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE BREJO DA MADRE DE DEUS 
  • DIOCESE DE PESQUEIRA 
  • FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FETAPE 
  • SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE BREJO DA MADRE DE DEUS 
  • SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE BELO JARDIM COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CAPIBARIBE 
  • UFRPE - NÚCLEO MULTIDISCIPLINAR DE PESQUISA EM DIREITO E SOCIEDADE. 
  • UFPE/NAPER – NÚCLEO DE APOIO A PROJETOS DE ENERGIAS RENOVÁVEIS 


Brejo da Madre de Deus, estado de Pernambuco, em 10 de novembro de 2015.

sábado, 5 de dezembro de 2015

HOMENAGEM AO MELIPONICULTOR RENATO BARBOSA

HOMENAGEM AO MELIPONICULTOR 
RENATO BARBOSA

QUANDO DA INAUGURAÇÃO DO MELIPONÁRIO IRINEU RENATO BARBOSA, NO INSTITUTO FEDERAL SERTÃO PERNAMBUCANO - CAMPUS EM OURICURI - PE, 02.12.2015

IRINEU RENATO BARBOSA nasceu no Município de Timbaúba, zona da mata pernambucana norte. Dentista de profissão era um apaixonado pelas abelhas nativas. Participou da fundação da APIME – Associação Pernambucana de Apicultores e Meliponicultores, em 1991, no Recife – PE.
Instalou alguns meliponários, ou melhor, por onde convivia tinha abelha por perto. Um meliponário estava em sua casa, no bairro do Hipódromo no Recife-PE. Depois transferiu seu consultório odontológico para uma casa cujo terreno se unia aos fundos ao terreno de sua residência, tornando-se um caminho com muitas árvores, arbustos e ervas onde diversas estruturas com as colmeias ornamentavam seus quintais. Uruçus, jataís, moças-brancas, uruçus-mirim, mosquito e uma “ramela” povoavam colmeias de todos os tamanhos.
            Era nesse espaço que recebia amigos, parentes e clientes (pacientes) onde tinha orgulho de mostrar as suas abelhas. Confeccionou um sistema de segurança para as colmeias, em que só com uma chave “halen” se podia abrir o fecho e levantar as tampas das colmeias. Gostava de alimentar as abelhas e para isso, quando não fazia “garapas”,  comprava mel de abelha italiana. Chegou a se aventurar na apicultura no município de Ipojuca, perto da sua casa na Praia de Porto de Galinhas,  para alimentar as abelhas nativas.
Contava histórias, ou melhor, “causos” como poucos. De maneira sutil sempre era estimulado a contar uma história a partir de uma conversa ou de algo que fizesse lembrar os “caboclos” ou situações de sua vida no interior. Muito divertido e espirituoso.
Sempre cercado de amigos meliponicultores, por vezes priorizava essas relações e preteria atividades sociais, pois o mesmo também era bastante conhecido em círculos sociais e da política regional.
Sempre foi um sócio atuante da APIME e uma referência da nossa instituição no meio da meliponicultura. Era de fácil convivência e por sua maneira divertida de contar suas histórias atraia os amigos. Fez uma grande amizade com Dr. Paulo Nogueira Neto com o qual trocava muito minutos, por que não dizer horas, de conversa ao telefone. Visitou o Meliponário do Dr. Paulo em São Simão, São Paulo.
Sempre participou dos Congressos Brasileiros de Apicultura onde não perdia um só “mini-curso” de meliponicultura com a mesma animação como fosse o primeiro.
Montou um meliponário no agreste pernambucano e por diversos finais de semana, acordava de madrugada e partia muito cedo, do Recife para ver suas abelhas em Taquaritinga do Norte.
Gostava de convencer os criadores de abelhas nativas a transferirem suas colmeias de cortiços para caixas racionais, pela facilidade de manejo. Explicava aos agricultores assim: essa caixa de abelha (colmeia racional com tampa) é parecida com uma caixa de sapato que a gente abre e vê o sapato, no cortiço (tronco) não dá para ver o ninho das abelhas. E assim, os convencia. Simples.
Em certa ocasião, foi explicar a um criador de uruçu como fazer uma multiplicação de colônia. Começou dizendo que era bom identificar o disco de cria maduro, procurar a “princesa”, colocar potes de pólen (saburá) e de mel, um pouco de invólucro (camada de cera), colocar a caixa nova no lugar da velha e a colmeia velha para ser levada para um novo local. Depois da explicação, Renato pergunta ao criador como ele antes fazia a divisão das colmeias.
Aí o agricultor lhe perguntou: fazer uma “filhação”?
Doutor, aqui eu faço assim: abro a caixa (colmeia), pego uma peixeira bem amoladinha, miro bem no meio da filhação (discos de cria), olho com cuidado para livrar a mestra (abelha rainha) e meto ela (peixeira) bem no meio. Aí pego uma parte coloco numa caixa e outra parte na outra. E dá certo!!!....
Essa história, inúmeras vezes contadas por Renato a seus amigos, pesquisadores, professores, meliponicultores, simboliza bem a forma alegre dele ser meliponicultor.

02 de dezembro de 2015

Alexandre Moura
Presidente da APIME

Vídeo - TV Grande Rio - Inauguração do Meliponário Didático Irineu Renato Barbosa em Ouricuri - PE

A APIME participou da realização do Curso "Iniciação à Meliponicultura" (dias 01 e 02.12.2015)  e da Inauguração do Meliponário Irineu Renato Barbosa (02.12.2015), saudoso sócio da APIME que muito contribuiu para a meliponicultura. A proposta surgiu da parceria entre o Instituto Federal Sertão - Campus Ouricuri e a APIME.

As colmeias do meliponário didático foi doação do Casal Chagas e Selma Carvalho que possuem propriedade na Chapada do Araripe, onde existe o Meliponário Santuário das Abelhas Paulo Nogueira Neto.

Durante o evento houve cobertura da emissora de televisão Grande Rio.
Abaixo, encontra-se o site da Grande Rio para assistir a reportagem.






 Vídeo - Meliponário em Ouricuri - TV Grande Rio

http://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/grtv-1edicao/videos/t/edicoes/v/if-sertao-de-ouricuri-ofereceu-curso-com-criacao-de-abelhas/4651887/

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

APIME participa da Inauguração do Meliponário Didtático Irineu Renato Barbosa no Instituto Federal Sertão Pernambucano - Ouricuri

No dia 02 de dezembro de 2015 foi inaugurado o Meliponário Didático Irineu Renato Barbosa no Instituto Federal Sertão Pernambucano - Campus Ouricuri, na cidade pernambucana de Ouricuri.

O meliponário recebeu o nome em homenagem ao saudoso meliponicultor Renato Barbosa, sócio da APIME, aficionado por abelhas nativas.

O Meliponário Didático oportunizará a difusão do conhecimento das abelhas nativas na região, como o desenvolvimento de estudos e pesquisas dos alunos dos diversos Cursos na área de Agropecuária existentes no Instituto Federal Sertão Pernambucano

Essa ação contou com as parcerias da APIME e da ONG Caatinga.

O casal Francisco das Chagas e Selma Carvalho doou as colmeias do Meliponário Didático.
Placa de Sinalização do Meliponário Didático Irineu Renato Barbosa
Meliponário Didático. Várias espécies. Colmeias doadas pelo Casal Selma e Chagas




Leitura do Texto em homenagem ao meliponicultor Renato Barbosa

A inauguração do Meliponário Didático teve cobertura da TV Grande Rio de Petrolina

Filmagem pela Grande Rio do evento de inauguração do Meliponário,
 Professor João Paulo Holanda em sua fala.


Discursos na inauguração do Meliponário Didático por professores e diretores do IFPE.
Professor Társio Alves no momento da fala.


Chagas fala da importância de Renato Barbosa para a meliponicultura e a justa homenagem feita a ele.
Alexandre fala da importância do Meliponário Didático, da parceria entre a APIME e o Instituto Federal
e homenageia Renato Barbosa com o contando de uma história que Renato sempre contava sobre a
 multiplicação de família de meliponíneo realizada por um agricultor de Pernambuco. 

Professor TársioThiago (IFPE), Alexandre Moura (Apime), casal Selma e Chagas Carvalho e Professor João Paulo (IFPE)











































Umburana - "Pau de Abelha" - Proteger a umburana é conservar as abelhas nativas

Umburana - "Pau de Abelha" - Proteger a umburana é conservar as abelhas nativas
Uma jovem planta de umburana de cambão