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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Apicultores denunciam morte de abelhas


RIBEIRÃO PRETO - Milhares de abelhas de ao menos três apicultores de Gavião Peixoto (306 km de São Paulo) morreram nos últimos dias. A suspeita é que as mortes tenham sido causadas por agrotóxicos utilizados em plantações próximas, principalmente em canaviais.

De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Gavião Peixoto, Karin Raja Cury, o primeiro relato de mortandade de abelhas ocorreu há cerca de 20 dias. Depois, outros dois apicultores procuraram a pasta para informar sobre mais mortes -em um dos casos, o produtor perdeu praticamente todas as colmeias.

Insetos mortos foram recolhidos pela pasta, que vai enviá-los nesta quinta-feira à Unesp de Jaboticabal para que análises possam indicar a causa da morte. Com certeza é possível detectar, disse Cury.
Nos três casos registrados, as colmeias ficam em propriedades próximas. Uma delas é a do apicultor Waldemar Charnet, que diz ter sofrido um prejuízo de ao menos R$ 30 mil.

O valor inclui a formação das 40 colmeias que, segundo Charnet, produziam ao menos duas toneladas de mel por ano, além do produto ainda não colhido e que também deve ser perdido.

Segundo ele, as propriedades são cercadas de canaviais, o que reforça a tese de que a causa da morte dos insetos tenha partido dessas plantações.A abelha é um inseto muito frágil, não suporta veneno nenhum, disse ele.

Segundo Cury, Gavião Peixoto não chega a ser um grande produtor de mel. As colmeias mantidas na zona rural da cidade são de pequeno porte, mas há famílias que vivem apenas da venda desse produto.
Por Leandro Martins (Folhapress).

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