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quarta-feira, 19 de março de 2014

Reunião do Conselho Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco - Dia 25.03.14

A APIME como integrante do Consema divulga data e pauta da próxima reunião extraordinária. Alguma contribuição para ser apreciada na referida reunião, favor enviar para o e-mail apime.pe@hotmail.com.
 
 

quinta-feira, 13 de março de 2014

Aves ameaçadas por abelhas africanizadas no Cerrado


É crescente a minha preocupação com a ameaça da fauna do Cerrado por abelhas africanizadas. Veja ao lado algumas fotografias feitas em setembro de 2002 de um ninho de papagaio e outras, feitas em setembro de 2004, nas quais podem se ver o mesmo ninho invadido por abelhas africanizadas.
Para comprovar essa ameaça, fizemos um levantamento rápido de ninhos de aves silvestres em ocos de árvores, cupinzeiros e barrancos de voçorocas no período de 1998 a 2000. A área utilizada para o levantamento fica na Reserva do Exército, na divisa do Distrito Federal com o Estado de Goiás, na altura do km 37 da rodovia DF-100, a sudeste do Distrito Federal. Essa área tem aproximadamente 5 quilômetros de largura, tendo o Rio Preto ao fundo como divisa com o Distrito Federal, e 6 a 7 quilômetros de comprimento. Os tipos fisionômicos mais comuns são Cerrado "strictu sensu", Campo Sujo, Cerradão, Mata Ciliar e Veredas.
Como os pássaros citados utilizam as mesmas cavidades para fazerem seus ninhos por vários anos consecutivos, voltamos aos locais dos ninhos no período de setembro a novembro de 2004 e anotamos as transformações ocorridas naquele período. Os dados do levantamento estão apresentados na Tabela 1, logo abaixo.
Os ninhos foram localizados em barrancos de voçorocas e em ocos de ipê amarelo, carvoeiro, pau-terra-de-folha-estreita, jacarandá-violeta, garapeira, pequizeiro, pau-pombo, buritizeiro e em duas árvores denominadas de "folha miúda", não identificadas.
Como mostram os dados na Tabela 1, há fortes evidências de que essas espécies de aves estão sendo ameaçadas pelas abelhas africanizadas.
Por estas razões, e com base nessas evidências, recomenda-se que a implantação de apiários com abelhas africanizadas nas proximidades de áreas de conservação e reservas biológicas seja evitada.
Sugere-se estudos mais aprofundados sobre o manejo da abelha africanizada no sentido de evitar enxameações, assim como dos impactos que a espécie vem provocando na fauna, incluindo também as abelhas nativas, e na flora.
 
Tabela 1. Levantamento de ninhos de pássaros silvestres invadidos por abelhas africanizadas no período de 1998 a 2004, em uma área de Cerrado no entorno do Distrito Federal.
 
Nome Comum
Nome Científico
N° de ninhos identificados de 1998 a 2000
Época em que os pássaros freqüentam mais os ninhos
Local
N° de ninhos invadidos por abelhas de 1998 a 2004
Papagaio-verdadeiro

Amazona aestiva

8
Setembro
Ocos de árvores
6
Papagaio-verdadeiro
Amazona aestiva
4
Setembro
Barrancos de voçoroca
1
Coruja suindara
Tyto alba
3
Agosto
Ocos de árvores
1
Tucano
Ramphastos toco
3
Novembro
Ocos de árvores
2
Tucano
Ramphastos toco
2
Novembro
Barrancos de voçoroca
0
Pica-pau -verde- barrado
Colaptes melanochloros
5
outubro
Ocos de árvores
2
Pica-pau-do-campo
Colaptes campestris
4
Novembro
Cupinzeiro
2
Canário-da-terra
Sicalis flaveola
3
Fevereiro
Ocos de árvores
2
Coruja-buraqueira
Athene cunicularia
6
Outubro
Cavidades no solo
2
Obs: Durante este período, duas árvores que abrigavam respectivamente, um ninho de papagaio e um ninho de tucano foram destruídas por fogo e outras duas árvores que abrigavam ninhos de pica-pau-verde-barrado foram derrubadas por ventos.
 
Agradecimentos:
Agradeço à Dra. Adriana Bocchiglieri, pesquisadora do CMBBC/Embrapa Cerrados pela colaboração na identificação das espécies dos pássaros listados na Tabela 1.

Nilton Tadeu Vilela Junqueira
Eng. Agrônomo

quarta-feira, 12 de março de 2014

Agricultoras e pescadoras de Porto Jatobá são apresentadas à criação de abelhas pela APIME

A APIME, a convite da Estação Ecológica de Caétes, ministrou palestra "As Abelhas", no dia 09 de março, na Estação Ecológica de Caetés,  para as pescadoras da Comunidade Porto Jatobá, em Abreu e Lima.


Agricultoras e pescadoras de Porto Jatobá são apresentadas à criação de abelhas



Iracema, Melissa, Débora - nomes de mulher que têm significado comum: da abelha, do mel. Como parte das comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, a Estação Ecológica de Caetés (Esec Caetés), unidade de conservação administrada pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), convidou mulheres da comunidade de Porto Jatobá, região litorânea de Abreu e Lima, para conhecer uma nova atividade: a meliponicultura, que é a criação de abelhas sem ferrão para a produção de mel.

A Esec Caetés, localizada em Paulista, foi palco da palestra ministrada na última terça-feira (10) pelo presidente da Associação Pernambucana de Apicultores e Meliponicultores (Apime), Alexandre Moura. Atentas, as pescadoras e agricultoras de Porto Jatobá puderam conhecer um pouco sobre a história, anatomia, reprodução das abelhas e o seu importante papel na conservação da qualidade do meio ambiente.


"Em toda comunidade em que apresentamos a proposta da criação de abelhas, há um aumento na produção agrícola, por conta da polinização realizada por esses insetos", conta Alexandre. Segundo ele, as safras de caju e pitomba, por exemplo, na presença próxima das abelhas, é significativamente maior. Além disso, as abelhas imprimem uma espécie de "selo de qualidade ambiental" na produção agrícola porque, segundo ele, não existem abelhas onde há uso de agrotóxicos.

O secretário adjunto de Meio Ambiente e Agricultura do município de Abreu e Lima, Fernando Matheus, acompanhou o grupo de mulheres à palestra e ofereceu suporte dos técnicos do município para quem decidir se dedicar à atividade.

Após a palestra, a agricult
ora Maria Cilene do Nascimento decidiu não espantar mais as abelhas que rodeiam as flores de sua plantação de maracujá. Sem deixar os pequenos insetos fazerem a polinização e facilitar a fecundação da planta, lamentou: "Agora entendi porque a produção de maracujá foi tão pequena".

O momento mais doce do encontro foi mesmo o final da tarde, quando foi realizada a coleta de mel, diretamente dos potes cuidadosamente construídos pelas abelhas-uruçu (Melipona scutellaris), espécie nativa do litoral. Com a ajuda de uma seringa, as mulheres enfrentaram o medo do movimento frenético das abelhas - e de seu zunido - e se deliciaram com mel.

Para a gestora da Esec Caetés, Sandra Cavalcanti, foi uma satisfação promover a difusão do conhecimento e desenvolver, na comunidade de Porto Jatobá, o interesse pela meliponicultura. "Mais do que o objetivo da comercialização do mel, é importante mostrar a essas mulheres que é possível aliar seus trabalhos de pesca e de agricultura à criação de abelhas, inserindo em seu dia-a-dia um alimento nutritivo e saudável, que traz melhorias na produção agrícola da comunidade", comentou. Desde sua criação, em 1991, a Apime participa de ações educativas na Esec Caetés, partilhando conhecimentos com técnicos da CPRH e com a comunidade do entorno da Esec.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E EDUCAÇÃO AMBIENTAL / CPRH

http://www.cprh.pe.gov.br/home/41709%3B38617%3B10%3B2268%3B3117.asp

Umburana - "Pau de Abelha" - Proteger a umburana é conservar as abelhas nativas

Umburana - "Pau de Abelha" - Proteger a umburana é conservar as abelhas nativas
Uma jovem planta de umburana de cambão