33 ANOS "Preservando as Abelhas Nativas"
sábado, 24 de setembro de 2016
sábado, 17 de setembro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
AS DIABRURAS DE 'MEL' OU A VOLTA DE LAMPIÃO - João Pajeú
CORDEL HISTÓRICO
Com o pseudônimo de João Pajeú, escrevi em janeiro de 2007 o cordel abaixo, sobre um elemento perigoso, apelidado de "Mel", que durante muito tempo aterrorizou a região de Canindé e desafiou a polícia do Estado. O cordel, devido o sucesso que fez, teve cerca de dez reimpressões. O pseudônimo foi também motivo de muita especulação popular. Amanhã, será postado o segundo trabalho com o mesmo tema, relatando a morte de "Mel".
AS DIABRURAS DE 'MEL'
OU A VOLTA DE LAMPIÃO
João Pajeú
Caro leitor, acompanhe
Esta minha narração
De um bandoleiro que vem
Assombrando o meu sertão
Vou narrar neste cordel
As diabruras de Mel
- A volta de Lampião
O mel, todo mundo sabe
É produto natural
Produzido pela abelha
Só faz bem, nunca faz mal
E tem mel apreciado
No engenho fabricado
Que vem do canavial
Porém, o Mel tão falado
É um ente que está
Assombrando todo mundo
Por sua conduta má
Tem astúcia e tem perícia
Engana até a polícia
Do Estado do Ceará
Dizem que conta somente
Com 20 anos de idade
É pequeno no tamanho
Que lhe dá facilidade
Parece que faz mandinga
Tanto some na caatinga
Como some na cidade
É notícia no jornal
No rádio e televisão
Tem seu retrato estampado
Em quase toda edição
Desta forma o Mel tornou-se
Agora o nome mais doce
Pela boca do povão
Entretanto, pra polícia
É nome muito amargoso
Despista toda volante
Que procura esse danoso
Pratica cada papel
Parece até que o Mel
Tem é pauta com o tinhoso
Deixa todo mundo à toa
E boato em todo lado
Embora não seja o Mel
Que tenha um mal praticado
Basta surgir a notícia
Que dão parte na polícia
E logo o Mel é culpado
Assalto, roubo e seqüestro
A cada dia do mês
Mesmo que não seja o Mel
Que tenha feito, talvez
Não se achando o autor
É todo mundo a favor
De que foi ele quem fez
A imprensa, como sempre
O nome dele espalhou
É provável que bandido
Que matou e assaltou
E depois sumiu da zona
Está pegando carona
Na fama que o Mel ganhou
Recentemente um seqüestro
Ocorrido em Aquiraz
Foi notícia na TV
Emissoras e jornais
Mesmo antes da perícia
Se espalhou logo a notícia:
“É o Mel que está por trás!”
Ele é suspeito de tudo
Pela fama que já tem
De alguns crimes de morte
É acusado também
Muitos males já tem feito
Porém nunca foi suspeito
De ter praticado o bem
Assim como Lampião
Naquele tempo passado
Que chamava de “macaco”
O policial fardado
Da mesma fama ele abusa
Pois a polícia o acusa
De matador de soldado
Talvez tenha proteção
E talvez tenha assessores
Que o ajudam fazer
Violações e horrores
Pois é comum ao bandido
Além de ser perseguido
Ter também seus seguidores
Não se sabe mesmo ao certo
Do tal Mel não ser pegado
Pois o sertão está seco
E o mato esturricado
A não ser que o Mel então
Seja igual camaleão
Que se esconde camuflado
Se está solto na cidade
Ninguém disso dá notícia
E é preciso o bandido
Ter muita cuca e malícia
Até proteção de santo
Pra se esconder num recanto
Onde não falta polícia
Comparo Mel com Bin Laden:
Todos dois são foragidos
Descontando a diferença
Lá dos Estados Unidos
Bush tem seu batalhão
Aqui temos pelotão
E ninguém acha os bandidos
Parece que todo mundo
Está desorientado
Pois hoje é quase impossível
Alguém viver encantado
Mas ninguém não tem ideia
Nem do Mel nem da colmeia
Que proteje esse danado
No lugar onde ele passa
Só se sabe o rebuliço
Uns dizem: “Mel fez aquilo”
Outros dizem: “Mel fez isso”
E só se vê viatura
Correndo à sua procura
Sem achar o seu cortiço
Mais uma vez relembrando
O famoso Lampião
Que no Nordeste tornou-se
Um assombro do sertão
Vem o Mel do mesmo jeito
Ganhando fama e conceito
E vivendo à lei do cão
A diferença é que hoje
Tem a tecnologia
Tem rádio que a todo instante
Tudo em quanto noticia
Jornal, TV, Internet
E o Mel pintando o sete
E gozando à revelia
Tem satélite e helicóptero
Cobertura da Embratel
Polícia tem aparato
Dentro e fora do quartel
A mata é quase um deserto
Está todo mundo esperto
Mas ninguém encontra o Mel
Da modernidade o Mel
Por certo tira proveito
Vê TV, escuta rádio
E sabe tudo de eito
E pra se comunicar
Talvez use o celular
Pra seu plano ser perfeito
No “Comando 22”
Também no “Barra Pesada”
Nos jornais da Capital
No rádio, esquina e calçada
Do ponto chique à barraca
O Mel é quem se destaca
A pessoa mais falada
Eu acho que o melhor plano
É contratar caçador
Cabra matador de onça
E de mel bom tirador
Dar a ele condição
E soltá-lo no sertão
Pra caçar o malfeitor
Apesar de caçador
Mentir tanto que suspira
Vende mel de arapuá
Dizendo que é Jandaíra
Mas pegando o Mel de fato
O jornal mostra o retrato
E ninguém diz que é mentira
É preciso que as forças
Promovam melhor exame
Dessa busca contra o Mel
Pra não passar mais vexame
Talvez o seu enxuí
Esteja longe daqui
E coberto de enxame
Não dizemos que a polícia
Está trabalhando mal
Na busca de um celerado
Que é veneno social
Mas um trabalho discreto
Sem barulho, é mais correto
Para pegá-lo, afinal
Notícia desencontrada
Só faz confundir a cuca
Talvez por isso a patrulha
Quando arma uma arapuca
Para pegar o bandido
O plano é quase perdido
Aí nem mel nem cumbuca
Parece que muita gente
Padece é de diabete
Porém, tratar desse assunto
Ao poeta não compete
Aqui findo este cordel
Canindé, ‘terra do Mel’
Janeiro, 2007
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Escudo do Grupo de Escoteiros Pedra de Abelha

Escuto do Grupo de Escoteiros do Município Felipe Guerra do Estado do Rio Grande do Norte
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
sábado, 27 de agosto de 2016
Sementes Florestais - Guia para germinação de 100 espécies nativas
Para baixar a publicação click na imagem ou acesse o endereço abaixo.
http://www.globaltree.com.br/uploads/1/1/7/7/11773298/sementes_florestais.pdf
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
AVALIAÇÃO DO EFEITO CICATRIZANTE E ANTIMICROBIANO DA GEOPRÓPOLIS DE Melipona fasciculata Smith DA BAIXADA MARANHENSE
AVALIAÇÃO DO EFEITO CICATRIZANTE E ANTIMICROBIANO
DA GEOPRÓPOLIS DE Melipona fasciculata Smith DA
BAIXADA MARANHENSE
Aramys Silva dos Reis, Mayara Cristina Pinto da Silva, Anne Karine
Martins Assunção, Eder Magalhães da Silva Fialho, Diego Arruda
Lopes, Lucilene Amorim Silva, Rosane Nassar Meireles Guerra,
Maria Nilce Sousa Ribeiro e Flávia Raquel Fernandes do
Nascimento
FARMÁCIA-BIOQUÍMICA, UFMA
Introdução: O processo de cicatrização consiste em uma perfeita e
coordenada cascata de eventos celulares e moleculares que
interagem para que ocorra a reconstituição do tecido. Porém,
muitas alterações metabólicas, a exemplo da Diabetes, podem
alterar esse processo, levando a um retardo da cicatrização. Vários
fatores estão associados ao retardo da cicatrização em portadores
de diabetes, sendo os principais a neuropatia, a isquemia, as
infecções, a deficiência de fatores de crescimento e matriz
extracelular e outros. Sabendo que a geoprópolis de Melipona
fasciculata é amplamente utilizada pela população nordestina, e
considerando suas propriedades, anti-inflamatória,
imunomoduladora e antimicrobiana, esse trabalho tem por objetivo
avaliar o efeito cicatrizante e antimicrobiano do extrato
hidroalcoólico da geoprópolis de Melipona fasciculata Smith sobre
lesões de pele em camundongos diabéticos não obsesos (NOD -
Non Obese Diabetic).
Material e Métodos: Após anestesia, foram
induzidas lesões na pele de 40 camundongos NOD fêmeas com 3
meses de idade. Os animais foram então divididos em 4 grupos
(n=10/grupo): grupo controle (C) que foi tratado apenas com o
excipiente; grupo DFC que recebeu uma pomada composta de
desoxirribonuclease (666U/g), fibrinolisina (1U/g) e clorafenicol
(10mg/g); grupos geoprópolis (GP2,5 e GP5) que receberam a
pomada de geoprópolis nas concentrações de 2,5% e 5%,
respectivamente. Os trataments foram aplicados diariamente, por
via tópica, até a completa reparação do tecido. Nos dias 0, 3, 6, 10
e 14 foram mensuradas a área da lesão e foi feita a análise
microbiológica e histopatológica das lesões.
Resultados: A partir do
3º dia de tratamento foi observada uma aceleração do processo
cicatricial no grupo DFC (35,23%) e no grupo GP5 (39,20%)
quando comparados ao grupo C (19,40%). No sexto dia, os dois
grupos tratados com pomada de geoprópolis apresentavam uma
lesão menor que o controle (C: 26,8%; DFC: 48,9%; GP2,5:
51,16%; GP5: 54,0%). O mesmo padrão de aceleração da
cicatrização se manteve no 10º dia (C: 60,8%; DFC: 78,0%; GP
2,5: 88,6%; GP5: 87,0%) e no 14º dia. Houve colonização por
bactérias na maioria das lesões, tanto no controle como nos grupos
tratados com geoprópolis, entretanto, no grupo DFC foi observada
colonização bacteriana somente em 2 dos 6 animais no 3º dia.
Conclusões: Os dados mostram que a geoprópolis de Melipona
fasciculada da baixada maranhense possui um potente efeito
cicatrizante, mas não possui um efeito bactericida ou
bacteriostático in vivo. Apoio Financeiro: CNPq, BASA, FINEP,
CAPES, UFMA
Palavras-Chave: Geoprópolis, Melipona fasciculata, Cicatrização,
Diabetes
http://www.pibic.ufma.br/docs/bab653938423dd282156156de2a19cf6.pdf
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Fábula: O Urso e as abelhas
O Urso e as Abelhas
Fábula de Escopo
Fontes e créditos:
http://metaforas.com.br/o-urso-e-as-abelhas
http://motivacaoefoco.com.br/fabula-do-urso-e-as-abelhas/
O Urso e as Abelhas.
Um Urso procurava por entre as árvores, pequenos frutos silvestres para sua refeição matinal, quando deu de cara com uma árvore caída, dentro da qual, um enxame de abelhas guardava seu precioso favo de mel.
O Urso, com bastante cuidado, começou a farejar em volta do tronco tentando descobrir se as abelhas estavam em casa.
Nesse exato momento, uma das abelhas estava voltando do campo, onde fora coletar néctar das flores, para levar à colmeia, e deu de cara com o matreiro e curioso visitante.
Receosa do que pretendia o Urso fazer em seguida, ela voou até ele, deu-lhe uma ferroada e desapareceu no oco da árvore caída.
O Urso, tomado de dor pela ferroada, ficou furioso, e incontrolável, pulou em cima do tronco com unhas e dentes, disposto a destruir o ninho das abelhas. Mas, isso apenas o fez provocar uma reação de toda colmeia.
Assim, ao pobre Urso, só restou fugir o mais depressa que pode em direção a um pequeno lago, onde, depois de nele mergulhar e permanecer imerso, finalmente se pôs à salvo.
Moral da História:
É mais sábio suportar uma simples provocação em silêncio, que despertar a fúria incontrolável de um inimigo mais poderoso.
Um urso topou com uma arvore caída que servia de depósito de mel para um enxame de abelhas. Começou a farejar o tronco quando uma das abelhas do enxame voltou do campo de trevos. Adivinhando o que ele queria, deu uma picada daquelas no urso e depois desapareceu no buraco do tronco. O urso ficou louco de raiva e se pôs a arranhar o tronco com as garras na esperança de destruir o ninho. A única coisa que conseguiu foi fazer o enxame inteiro sair atrás dele. O urso fugiu a toda a velocidade e só se salvou porque mergulhou de cabeça num lago.
Moral: Mais vale suportar um só ferimento em silêncio que perder o controle e acabar todo machucado.
Fábula de Escopo
Fontes e créditos:
http://metaforas.com.br/o-urso-e-as-abelhas
http://motivacaoefoco.com.br/fabula-do-urso-e-as-abelhas/
O Urso e as Abelhas.
Um Urso procurava por entre as árvores, pequenos frutos silvestres para sua refeição matinal, quando deu de cara com uma árvore caída, dentro da qual, um enxame de abelhas guardava seu precioso favo de mel.
O Urso, com bastante cuidado, começou a farejar em volta do tronco tentando descobrir se as abelhas estavam em casa.
Nesse exato momento, uma das abelhas estava voltando do campo, onde fora coletar néctar das flores, para levar à colmeia, e deu de cara com o matreiro e curioso visitante.
Receosa do que pretendia o Urso fazer em seguida, ela voou até ele, deu-lhe uma ferroada e desapareceu no oco da árvore caída.
O Urso, tomado de dor pela ferroada, ficou furioso, e incontrolável, pulou em cima do tronco com unhas e dentes, disposto a destruir o ninho das abelhas. Mas, isso apenas o fez provocar uma reação de toda colmeia.
Assim, ao pobre Urso, só restou fugir o mais depressa que pode em direção a um pequeno lago, onde, depois de nele mergulhar e permanecer imerso, finalmente se pôs à salvo.
Moral da História:
É mais sábio suportar uma simples provocação em silêncio, que despertar a fúria incontrolável de um inimigo mais poderoso.
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