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quarta-feira, 22 de maio de 2013

22 de Maio - Dia do Apicultor

Parabéns aos apicultores!

Neste dia fazemos uma homenagem a Dom Amaro van Emelen.

Dom Amaro van Emelen foi Diretor-Geral  Escola Agrícola e Veterinária do Mosteiro de São Bento em Olinda que originou a atual UFRPE.

Dom Amaro van Emelen (1863-1943), monge beneditino de origem belga, em 1895, introduziu a abelha italiana (
Apis mellifera ligustica) em Pernambuco e foi autor de várias obras sobre apicultura, entre as quais a célebre Cartilha do Apicultor, de 1934 e o Dicionário Apícola.






quinta-feira, 16 de maio de 2013

Etologia - Doce Aprendizado

 
 
"Mesmo com um cérebro do tamanho de uma semente de gergelim, a abelha-europeia (Apis mellifera) é capaz de aprender algo sobre um fenômeno que, embora simples, é a base da capacidade dos seres humanos de pensar e se comunicar por meio de símbolos. Nos experimentos dos psicólogos Antonio Mauricio Moreno e Deisy de Souza, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo, junto com a entomóloga Judith Reinhard, da Universidade de Queensland, na Austrália, abelhas interessadas em ganhar um gole de água com açúcar aprenderam a realizar uma escolha baseada em uma relação arbitrária entre dois tipos de sinais (cartões coloridos e listrados). ..."
Acesse o Artigo pelo site:
 

domingo, 5 de maio de 2013

Reportagem Vídeo - A Umburana Árvore Preferida das Abelhas Nativas da Caatinga


No dia 27 de abril, véspera do Dia da Caatinga, o Programa Nordeste Viver e Preservar exibiu matéria sobre a Umburana de Cambão, onde a APIME teve uma participação.
A umburana de cambão é conhecida como "Pau de Abelha", árvore fundamental para conservação dos ninhos existentes e de fornecer novos locais de nidificação das abelhas nativas, polinizadores da flora do bioma caatinga.
A sugestão da matéria ao Programa foi da APIME.
Agradecemos à Jornalista Beatriz Castro, da Rede Globo por sua atenção à causa da preservação das abelhas nativas. Lembremos que a primeira matéria do Programa foi sobre a Abelha Uruçu, com o Casal Chagas e Selma, da APIME.
Para assitir ao vídeo acessar o endereço abaixo.






http://g1.globo.com/videos/pernambuco/nordeste-viver-e-preservar/t/edicoes/v/devastacao-de-area-da-caatinga-chega-a-50-no-nordeste/2541811/

domingo, 28 de abril de 2013

Dia 28 de Abril - Dia da Caatinga


 
28 de Abril - Dia Nacional da Caatinga

Instituída por decreto do presidente Lula, em 2003, a data faz alusão ao nascimento de um dos maiores ecólogos brasileiros, João de Vasconcelos Sobrinho, docente pioneiro da disciplina “Ecologia Conservacionista”, por ele instituída na Universidade Federal Rural de Pernambuco.

Vasconcelos Sobrinho mostrou ao mundo que a caatinga, “além de muito rica, constitui patrimônio biológico único no planeta”. Este bioma engloba partes dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, concentra espécimes da fauna e da flora peculiares, e exige técnicas específicas de manejo para evitar a degradação e não sucumbir à desertificação.

Infelizmente, as condições de preservação da caatinga são entristecedoras. Depois da Mata Atlântica e do cerrado, ela é o terceiro ecossistema mais afetado pela ação humana. Cerca de 80% de sua área já sofreu algum tipo de alteração, seja pela expansão urbana, seja pela produção agrícola, seja pelo uso de técnicas não sustentáveis de manejo e extração dos recursos naturais”.

A forma irracional como se deu a exploração da caatinga, durante o período colonial, causou “danos irreparáveis” ao meio ambiente, sendo o pior deles a desertificação de grandes áreas. Por abrigar população muito numerosa, a pressão pelo uso da água é enorme, tanto para uso doméstico quanto para a agricultura. É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas no sentido de preservar o bioma, sem que os moradores da região sejam apenados.

Urge à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 504, de 2010, que visa a assegurar a exploração dos biomas brasileiros dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida da população. A matéria, já aprovada no Senado, aguarda a manifestação da Câmara.

Não queremos que a caatinga acabe! Precisamos unir forças para que ações integradas e eficientes sejam colocadas em prática. A região carece de novas unidades de preservação, da disseminação de técnicas sustentáveis de manejo florestal e de agroecologia, além de educação ambiental para seus habitantes. Todos esses pontos devem ser contemplados em políticas públicas do Governo Federal e dos Estados, especialmente os do Nordeste.


                     Presidência da República
                                                      Casa Civil                                   
                                        Subchefia para Assuntos Jurídicos


Institui o Dia Nacional da Caatinga, e dá outras providências.

        O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso II, da Constituição,
        DECRETA:
 
        Art. 1º  Fica instituído o Dia Nacional da Caatinga, a ser comemorado no dia 28 de abril de cada ano.
        Art. 2º  Caberá ao Ministério do Meio Ambiente fixar os programas e instruções para as comemorações do Dia Nacional da Caatinga.
        Art. 3º  Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

        Brasília, 20 de agosto de 2003; 182º da Independência e 115º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Marina Silva
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 21.8.2003  


D.OU. Online Edição Número 161 de 21/08/2003




VÍDEO SOBRE A CAATINGA
TNC - Ministério do Meio Ambiente

http://www.youtube.com/watch?v=3B35ggl-wJU






http://portugues.tnc.org/comunicacao-midia/destaques/slideshow-caatinga-rui-rezende.xml

terça-feira, 23 de abril de 2013

Dia 23 de Abril - Dia da APIME

Foi em 23 de abril de 1991, que a APIME nasceu de sonhos de apicultores e meliponicultores pernambucanos.

Para simbolizar o espírito dos ambientalistas apicultores e meliponicultores e o propósito da APIME escolhemos a frase de Jacques-Yves Cousteau:

"A felicidade da abelha e a do golfinho é existir. A do homem é descobrir isso e maravilhar-se por eles".
Jacques-Yves Cousteau
 
 
Parabéns APIME!



sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dia do Índio

Um documento histórico que relata a violência contra os índios

Desaparecido há 45 anos, o Relatório Figueiredo, um dos documentos mais importantes produzidos pelo Estado brasileiro no último século, foi encontrado recentemente no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, com mais de 7 mil páginas preservadas e contendo 29 dos 30 tomos originais que relatam massacres, torturas, invasões de terras e outras violências sofridas pelos índios no interior do país nos anos 1960.

Agora, o relatório pode se tornar um trunfo para a Comissão da Verdade, que apura violações de direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988.
Relatório Figueiredo mostra extermínio de aldeias indigenas
Depois de 45 anos desaparecido, um dos documentos mais importantes produzidos pelo Estado brasileiro no último século, o chamado Relatório Figueiredo, que apurou matanças de tribos inteiras, torturas e toda sorte de crueldades praticadas contra indígenas em todo o país — principalmente por latifundiários e funcionários do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) —, ressurge quase intacto. Supostamente eliminado em um incêndio no Ministério da Agricultura, ele foi encontrado recentemente no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, com mais de 7 mil páginas preservadas e contendo 29 dos 30 tomos originais.
Em uma das inúmeras passagens brutais e revoltantes do texto um instrumento de tortura apontado como o mais comum nos postos do SPI à época, chamado “tronco”, é descrito da seguinte maneira: “Consistia na trituração dos tornozelos das vítimas, colocadas entre duas estacas enterradas juntas em um ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente”.
O Relatório de 1968, redigido pelo então procurador Jader de Figueiredo Correia, relata extermínio de aldeias inteiras, envenenamentos, torturas e assassinatos praticados pelo próprio Estado. Entre denúncias de caçadas humanas promovidas com metralhadoras e dinamites atiradas de aviões, inoculações propositais de varíola em povoados isolados e doações de açúcar misturado a estricnina – um veneno.
Impunidade
A investigação, feita em plena ditadura, a pedido do então ministro do Interior, Albuquerque Lima, em 1967, foi o resultado de uma expedição que percorreu mais de 16 mil quilômetros, entrevistou dezenas de agentes do SPI e visitou mais de 130 postos indígenas. Jader de Figueiredo e sua equipe constataram diversos crimes, propuseram a investigação de muitos mais que lhes foram relatados pelos índios, se chocaram com a crueldade e a bestialidade de agentes públicos. Ao final, no entanto, o Brasil foi privado da possibilidade de fazer justiça. Albuquerque Lima chegou a recomendar a demissão de 33 pessoas do SPI e a suspensão de 17, mas, posteriormente, muitas delas foram "inocentadas" pela Justiça.
Os únicos registros do relatório disponíveis até hoje eram os presentes em reportagens publicadas na época de sua conclusão, quando houve uma entrevista coletiva no Ministério do Interior, em março de 1968, para detalhar o que fora constatado por Jader e sua equipe. A entrevista teve repercussão internacional, merecendo publicação inclusive em jornais importantes como o New York Times. No entanto, tempos depois da entrevista, o que ocorreu não foi a continuação das investigações, mas a exoneração de funcionários que haviam participado do trabalho. Quem não foi demitido foi trocado de função, numa tentativa de esconder o acontecido. Em 13 de dezembro do mesmo ano, o governo militar baixou o Ato Institucional nº 5, endurecendo o regime autoritário inaugurado pelo golpe de 1964, restringindo liberdades civis e tornando a ditadura ainda mais repressiva, aumentando a perseguição política, torturas, assassinatos e desaparecimentos a seus opositores.
O vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo e coordenador do Projeto Armazém Memória, Marcelo Zelic, foi quem descobriu o conteúdo do documento até então guardado entre 50 caixas de papelada no Rio de Janeiro. Ele afirma que o Relatório Figueiredo já havia se tornado motivo de preocupação para setores que possivelmente estão envolvidos nas denúncias da época antes de ser achado. “Já tem gente que está tentando desqualificar o relatório, acho que por um forte medo de ele aparecer, as pessoas estão criticando o documento sem ter lido”, acusa.
O documento relata que índios eram tratados como animais e sem a menor compaixão. “É espantoso que exista na estrutura administrativa do país repartição que haja descido a tão baixos padrões de decência. E que haja funcionários públicos cuja bestialidade tenha atingido tais requintes de perversidade. Venderam-se crianças indefesas para servir aos instintos de indivíduos desumanos. Torturas contra crianças e adultos em monstruosos e lentos suplícios”, lamentava Figueiredo em uma das páginas recuperadas por Zelic. Em outro trecho contundente, o relatório cita chacinas no Maranhão, em que “fazendeiros liquidaram toda uma nação, sem que o SPI opusesse qualquer reação”. Uma CPI chegou a ser instaurada em 1968, mas o país jamais julgou os algozes que ceifaram tribos inteiras e culturas milenares.
Comissão da Verdade usará documentos históricos e depoimentos para apurar crimes contra indígenas
A Comissão Nacional da Verdade espera encontrar respostas para uma série de perguntas sobre violações de direitos humanos de indígenas brasileiros entre os anos de 1946 e 1988. Quantos podem ter morrido devido aos impactos das obras de infraestrutura durante o regime militar? Quantos Índios foram torturados ou mortos por serem considerados um entrave à política desenvolvimentista? Quantos passaram pelas prisões indígenas cuja história começa vir a público? A comissão vai se basear em depoimentos e na análise de documentos históricos do período para chegar às conclusões.
“A comissão ainda está coletando os primeiros elementos para remontar o que de fato ocorreu nesse período, mas, aos poucos, fui percebendo que há um vasto campo de investigação de violações dos direitos das populações indígenas que, na época, eram consideradas mero obstáculo ao desenvolvimento”, disse à Agência Brasil, em 26/09/2012, a psicanalista Maria Rita Kehl, responsável por coordenar a apuração das denúncias sobre violações aos direitos indígenas no período.
Ao citar algumas das antigas denúncias e relatos a respeito de abusos e crimes praticados contra os índios (principalmente após 1964, quando os militares tomaram o poder), Maria Rita adiantou que o problema da comissão é sistematizar e analisar todas as denúncias e informações produzidas ao longo das últimas décadas para tentar chegar à verdade.
“Estamos descobrindo mais coisas além das antigas denúncias. Acho, inclusive, que não vou dar conta de, em apenas dois anos, abarcar tudo. Até porque, também respondo pela investigação da violação aos direitos humanos de camponeses. Acho que vou ter que escolher alguns casos exemplares para mostrar o que de fato aconteceu”.
Entre as antigas denúncias que a comissão vai apurar está a acusação de que, no início da década de 1970, índios suruí, que viviam na região do Araguaia, no sul do Pará, foram forçados a ajudar o Exército na repressão contra grupos guerrilheiros contrário ao regime militar e defendiam uma revolução socialista no país.
Em ocasiões anteriores, a Fundação Nacional do Índio (Funai) já manifestou, em notas, que como a região do Araguaia esteve “praticamente sob ocupação militar, por ocasião da Guerrilha do Araguaia, o Exército exigia a abertura de estradas 'operacionais'”, que cortavam ou passavam muito próximas ao território suruí. Assim, índios e camponeses acabaram sendo envolvidos no conflito.
Em 2009, a Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, indenizou 44 camponeses paraenses (ou seus parentes) por terem sido torturados, mortos ou perdido as propriedades durante a ação dos militares contra a guerrilha.  
Maria Rita citou também as denúncias envolvendo os waimiri-atroaris, de Roraima. Em 2003, a Funai informou, em sua página na internet, que a etnia sofreu “grande redução populacional” durante os sete anos em que o 6º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército construiu a BR-174, rodovia que liga Manaus a Boa Vista.
Alguns estimam que 2 mil waimiri-atroaris morreram na época. No entanto, o número não é consenso. No livro É a Funai Que Sabe, de 1991, o antropólogo e professor da Universidade de Brasília (UnB) Stephen Grant Baines diz que os dados estatísticos sobre a população waimiri-atroari eram “variáveis e contraditórios”, mas descreve os integrantes do grupo como “indivíduos cuja sobrevivência está sendo ameaçada […] pela ganância de empresas mineradoras” e por terem uma parte de seu território inundado por causa da Hidrelétrica de Balbina, em Presidente Figueiredo (AM), inaugurada em 1989.
A denúncia de que os waimiri-atroaris vinham sendo exterminados também foi discutida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Reservas Indígenas, cujo relatório foi publicado em junho de 1978, em pleno regime de exceção. "Não foram poucas as denúncias formuladas nos depoimentos prestados nesta CPI, todas sobre invasões de áreas indígenas por posseiros e por grandes grupos chamados de 'agropecuários ou pecuários', sobre irregularidades praticadas pelas diferentes administrações da Funai e do extinto SPI, sobre a violação de terras indígenas pelo traçado de rodovias e a violenta transferência de grupos tribais para áreas diversas de seu 'habitat' com o visível intuito de permitir aos não índios o acesso às melhores terras", aponta o documento da comissão, da Câmara dos Deputados.
“Logicamente, para escrever o relatório final da Comissão da Verdade sobre todos esses episódios vou ter que checar todas as evidências”, concluiu Maria Rita, explicando que, além de se reunir com pessoas ou parentes de quem vivenciou os fatos denunciados, vai consultar documentos públicos, arquivos e se reunir com representantes de entidades que possam auxiliá-la.
Para especialistas como o vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo, Marcelo Zelic, muitas dessas questões podem ter sido esclarecidas há 44 anos, quando o então Ministério do Interior criou uma comissão de inquérito administrativa para apurar denúncias contra o Serviço de Proteção aos Índios (SPI), órgão que antecedeu a Fundação Nacional do Índio (Funai), criada em 1967.
Desde 1963, quando foi alvo de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), pairavam sobre o SPI suspeitas de que alguns funcionários teriam dilapidado o patrimônio indígena, escravizado índios, explorado sexualmente índias, repassado terras indígenas a empresas particulares e até mesmo participado de atos classificados como genocídio. As denúncias voltaram a ser discutidas anos depois, em duas novas CPIs, em 1968 e 1977.
Em 1968, a comissão de inquérito administrativa produziu um documento que ficou conhecido como Relatório Figueiredo, referência ao presidente da comissão, o ex-procurador Jader Figueiredo Correia. Convidado para a função pelo ex-ministro do Interior general  Afonso Augusto Albuquerque Lima, Figueiredo esteve à frente do grupo que, por quase um ano, durante o regime militar, percorreu o país para apurar as denúncias de crimes cometidos contras a população indígena. O documento, no entanto, desapareceu. Segundo a versão oficial, as milhares de páginas do Relatório Figueiredo teriam sido consumidas por um incêndio no Ministério do Interior.  
Por causa do relatório, o Ministério do Interior, em setembro de 1968, recomendou a demissão de 33 pessoas; a suspensão de 17; a cassação da aposentadoria de um agente de proteção aos índios e de dois inspetores. Além disso, apontou a atuação de outros envolvidos cuja punição não era de competência do Executivo. 
Posteriormente, muitos funcionários punidos foram "inocentados" na Justiça e retornaram ao trabalho. O desgaste, no entanto, foi tão grande que, o próprio ex-ministro Albuquerque Lima admitiu, durante depoimento em 1977, que "por culpa de algumas dezenas de servidores menos responsáveis" não havia mais condições de manter o Serviço de Proteção aos Índios e por isso, em 1967, ele foi substituído pela Funai, que assumiu também as atribuições do Parque Nacional do Xingu e do Conselho Nacional de Proteção ao Índio.
“O Relatório Figueiredo é um documento importante, cuja única cópia desapareceu convenientemente durante o regime militar. Embora não respondesse a todas as perguntas que a Comissão da Verdade vai procurar saber, ajudaria a jogar luz sobre um período a respeito do qual há poucas informações, que antecede a substituição do SPI pela Funai, pouco antes da conclusão do relatório”, afirmou à Agência Brasil, em 26/09/2012, Zelic que coordena a pesquisa Povos Indígenas e Ditadura Militar a fim de oferecer subsídios à Comissão da Verdade.
A pesquisa conta com o apoio da Associação de Juízes pela Democracia e da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo. Para Zelic, além do Relatório Figueiredo, é importante resgatar a íntegra dos documentos produzidos pela CPI do SPI (1962-1963) e das CPIs do Índio, de 1968 e de 1977. 
Com informações das agências de notícias

Fonte:  http://www.rededemocratica.org/index.php?option=com_k2&view=item&id=4306:um-documento-histórico-que-relata-a-violência-contra-os-índios


Leia também:
Povos Indígenas e Ditadura Militar
Ditadura militar massacrou povos indigenas
Como a ditadura ensinou técnicas de tortura à Guarda Rural Indígena
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Dois mil indigenas waimiri-atroari desaparecidos pela ditadura

sexta-feira, 5 de abril de 2013

"Você é muito do abiúdo..."


A expressão acima está contida no Dicionário Tocantinense de Termos e Expressões Afins, de autoria de LIberato Póvoa.

          "Você é muito do abiúdo, pois quer dar copa de tudo o que não é de sua conta"

A palavra "abiúdo" tem significado de abelhudo, de intrometido.

No dicionário, além desta palavra existem diversas outras referentes às abelhas, principalmente às nativas.

Sendo  "abiúdo" e o assunto da sua "conta",  conheça a obra!  Visite o seguinte endereço.
http://www.dno.com.br/(liberato%20povoa)DICIONARIO%20TOCANTINENSE.pdf

Obs. A palavra "abiúdo" se encontra na  página 16.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Evitar brigas de abelhas jataí e Preparação de Caixas Iscas

Método que previne briga entre abelhas jataí de uma mesma criação, foi a matéria apresentada no Programa Globo Rural.
Na mesma reportagem, ensina-se a fazer com que as caixas-iscas sejam mais atrativas para enxames.

A matéria pode ser acessada através do endereço abaixo:



http://g1.globo.com/economia/globo-rural/videos/t/edicoes/v/agronomo-ensina-metodo-que-previne-briga-entre-abelhas-de-uma-mesma-criacao/2106572/

segunda-feira, 18 de março de 2013

Cera de abelha em dente de 6.500 anos


Arqueologia

Cera de abelha em dente de 6.500 anos revela mais antigo tratamento dentário da Europa

Substância teria sido colocada em canino quebrado para aliviar dor

Ricardo Carvalho
A área marcada em amarelo indica a região onde a cera de abelha foi aplicada no dente, que tem mais de 6.000 anos
A área marcada em amarelo indica a região onde a cera de abelha foi aplicada no dente, que tem mais de 6.000 anos (Divulgação)
Um homem na cidade eslovena de Lonche foi ao dentista. Pode não parecer grande coisa, mas levando em conta que ele viveu há 6.500 anos (quando Lonche sequer existia), no período neolítico, o fato está sendo celebrado pelos cientistas do Internacional Centre for Theorical Physics, instituto de física em Trieste (Itália) responsável pela pesquisa, publicada na edição desta semana da revista científica PLOS ONE, que levou a essa conclusão. Afinal de contas, trata-se de uma das raríssimas pistas de tratamento dental rudimentar na pré-história, conforme afirma Claudio Tuniz, coordenador dos laboratórios de raio-x do centro.

Saiba mais

NEOLÍTICO
O período neolítico, também chamado de Nova Idade da Pedra, marcou o desenvolvimento da tecnologia humana, em especial a agricultura, a partir do ano 9.500 a.C, no Oriente Médio. É considerado tradicionalmente como o período final da Idade da Pedra.
A equipe do coordenador encontrou traços de cera de abelha colocada num dos dentes de uma mandíbula pré-histórica. A peça fora encontrada numa caverna em Lonche, em 1911, quando a cidade ainda fazia parte do império Austro-Húngaro. "É o primeiro sinal de uso de substâncias para enchimento de dente no mundo e o mais antigo vestígio de tratamento dentário na Europa", afirmou Tuniz ao site de VEJA.
Em 2005, antes da mandíbula de Lonche, paleontólogos encontraram no Paquistão onze molares marcados com pequenas perfurações. Pertencentes a nove pessoas que viveram entre 7.500 e 9.000 anos atrás, esses dentes são o mais remoto exemplo de 'odontologia' conhecido. A função que as perfurações teriam, no entanto, ainda é incerta.
Em Trieste, por outro lado, os cientistas estão confiantes de que a cera de abelha tinha como objetivo aliviar dores na mastigação. O estado avariado do canino, o que justificaria a intervenção, se deve provavelmente ao hábito de as pessoas usarem, naquela época, os dentes para a confecção de ferramentas e para atividades de tecelagem. Além do mais, na opinião de Tuniz, o uso de uma substância para amenizar incômodos revela uma sociedade já com domínio de técnicas mais sofisticadas. O possível paciente, provavelmente do sexo masculino, tinha entre 24 e 30 anos quando morreu.
Incertezas - Ainda pairam algumas incertezas em relação ao dentista de Lonche. Embora os testes realizados em Trieste indiquem que a cera de abelha e a mandíbula tenham a mesma idade, não se pode afirmar se o enchimento foi realizado pouco antes ou pouco depois da morte do indivíduo. Se tivesse sido colocada lá depois do falecimento, a teoria cairia por terra e a presença da cera de abelha poderia ser explicada como parte de algum ritual funerário. Claudio Tuniz, entretanto, duvida que seja este o caso. "Acredito que há 99% de chance (da cera de abelha) ter sido colocada ali antes da morte. Não haveria sentido encher o dente de uma pessoa que já morreu."
Registros detalhados de intervenções odontológicas só surgiriam alguns milhares de anos mais adiante no antigo Egito. Como os dois únicos casos conhecidos são, segundo Tuniz, os molares do Paquistão e, agora, o canino de Lonche, o pesquisador espera que as técnicas de raio-x empregadas agora ajudem a encontrar outros vestígios de dentistas rudimentares no neolítico. "A mandíbula estava em Triste e só encontramos a cera de abelha 100 anos depois."

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cera-de-abelha-em-dente-de-6-500-anos-revela-primeiro-tratamento-dentario-da-europa

Umburana - "Pau de Abelha" - Proteger a umburana é conservar as abelhas nativas

Umburana - "Pau de Abelha" - Proteger a umburana é conservar as abelhas nativas
Uma jovem planta de umburana de cambão